Texto por Matheus Gonçalves
A trilogia Nolan,
independentemente do que for colocado em questão no texto a seguir, é, na
opinião do autor, algo que não vai se repetir no futuro do cinema de
super-herói. A audiência da época decorrida entre 2005 e 2012 presenciou algo
inédito na indústria. Nunca antes pode se dizer que um filme baseado em
histórias em quadrinhos pudesse ter um elenco tão poderoso, incorporando
praticamente cada nível de seu roteiro (do protagonista até o mais simples dos
personagens de apoio). Não obstante, nunca se presenciou um filme de tal
magnitude, onde o trabalho colocado nele era para soar duradouro, como se cada
filme fosse o último, mas ao mesmo, tempo olhando para trás, é possível ver que
eles realmente traçaram sua própria mitologia de Gotham e saga do Cavaleiro das
Trevas. Algo que, no atual momento dos filmes baseados em histórias em
quadrinhos, já não é possível vislumbrar devido a necessidade de se estipular
um universo bem coerente está, visivelmente, acima de produzir uma boa
narrativa que cative seus espectadores.
Mas é claro que cada
época possui suas características, e não é porque elas são diferentes que nada
de qualidade possa sair de seus planos. O propósito dessa apresentação é,
apesar das críticas vindouras, ressaltar que a trilogia em questão foi um feito
sem precedentes. Nunca foi ou será feito nada igual em termos de produção.
Bravatas de lado, é
importante levar a atenção para a qualidade dos filmes, sob a luz do material
original e chegar a uma decisão final se houve, ou não, um respeito ao
personagem Batman e a toda sua mitologia enquanto Guardião de Gotham.
Batman Begins (2005):
Iniciando do primeiro
longa da trilogia, que se propõe, diferente de outras adaptações que vieram
antes, em contar a origem de Bruce Wayne. Todos os filmes que antecederam o
trabalho de Christopher Nolan não pouparam tempo em mostrar a razão do Batman
ser como ele é. Todos se preocupavam em mostrar o assassinato dos pais e a
queda na galeria subterrânea que eventualmente o levaria a um medo de morcegos,
mas nunca contaram o que está por de trás desses eventos, quem o pequeno Wayne
realmente se tornou depois da morte de seu mundo e razão de viver.
A equipe de Begins
conseguiu a coragem para trazer esses aspectos para quem está vendo a telona.
Contudo, o leitor desse texto que já possui um conhecimento do personagem, é
capaz de reconhecer que explicar esses tipos de coisa para uma audiência leiga
não é uma tarefa fácil. O espectador deve sentir a dor de Bruce, e sua total
falta de esperança para o que está a sua frente, e que a única coisa que o
resta é a vingança contra o mesmo crime que acabou com sua vida, e está
devorando a alma de sua preciosa cidade.
Em outras palavras, a
narrativa que se propõe a contar a origem do Batman deve conduzi-la de tal forma
que se perceba que o mundo dele caiu depois daqueles dois tiros. Que o trauma
foi grande o suficiente para ele não ter a capacidade mental de usar uma arma
ou de matar.
Porém, coragem para
trazer um assunto tão delicado à tona, não é o suficiente para torna-lo
convincente para a audiência. Tudo começa com como os Wayne foram assassinados,
sua saída do teatro é precoce e graças a esse fato, eles se veem abordados por
Chill que os assassina a sangue frio. E toda essa situação poderia ter sido
evitada se Bruce não tivesse medo da peça, que o remetia aos eventos no
subterrâneo da Mansão Wayne.
Dessa maneira, a
narrativa entrega o assassinato de uma maneira que houve atitudes de terceiros,
além do próprio crime, que acarretou na morte dos pais de Bruce Wayne. O grande
fator que circunda a morte dos Wayne é o fato de que poderia ter sido qualquer
um morrendo naquele mesmo beco por outro assaltante comum. Thomas e Martha
Wayne eram cidadãos modelo na cidade, pessoas importantes e queridas pelas
pessoas de Gotham e que simplesmente morreram como simplórios. É a partir desse
acaso, que nasce o grande trauma do personagem, pois seu mundo foi destruído
sem razão alguma. Mas com Bruce sendo “responsável” pelo assalto, não torna a
sua jornada de conquista do medo como algo, única e exclusivamente, para vencer
a mente criminosa, e sim como uma atitude de redenção pelo que foi feito,
quando a grande dor que Bruce sente pela morte de seus pais era a de sua
inocência, da sua incapacidade de ter feito algo para parar aquilo que estava
acontecendo em sua frente. Vendo por essa forma, Batman não passa a ser um
símbolo de vingança implacável e sim de redenção, esta que por sua vez, pode
chegar a um fim.
E é a partir dessa morte
que Bruce desenvolve outro tipo de trauma. No decorrer de seu treinamento, ele
deixa claro sua ira para contra o assassino de seus pais e é guiado pelo seu
mestre, Ra’s al Ghul a mata-lo quando dada a chance. O personagem então não tem
suas morais guiadas pelo trauma da morte sem sentido de seus pais e por tudo
aquilo que eles representavam para ele, e sim pelo ódio de sua covardia. Então
orientado pelos dogmas de seu professor, ele vai para Gotham conseguir a sua
vingança e consertar seus erros do passado.
Ao chegar em Gotham,
Bruce demonstra total descaso com o legado de sua família, seja desrespeitando
Alfred, ou por dizer que a mansão não significa nada para ele. Essa atitude
demonstra uma imaturidade do personagem perante seu trauma, mostrando que ele
não converteu seu desamparo em uma raiva mal direcionada e mal construída
perante o legado das pessoas que lhe foram tiradas dele. O que não faz sentido
com o enredo do filme e muito menos com o cânone (ex.: O Longo Dia das Bruxas,
onde Batman sempre se refere à Mansão Wayne como a “casa do meu pai”, demonstrando
um zelo pelo que sua família deixou para trás, sequer ousando a tomar posse
daquilo que uma vez foi deles).
Bruce se dirige a
audiência de Chill quando na saída tenta mata-lo e, para a sua surpresa, vê que
a máfia de Carmine Falcone chegou a ele antes e o matou bem na sua frente. Quando
finalmente sai do tribunal, Wayne tem uma conversa com seu interesse amoroso,
Rachel Dawes, sobre o que ele viu. Durante o diálogo, ela abre os olhos de seu
amigo, orientando-o a olhar além de sua própria dor e vingança. E que se
quisesse fazer alguma coisa para deixar seus pais orgulhosos, deveria levar
seus esforços para Gotham e não singularmente para o assassino de Thomas e
Martha Wayne. Por fim, Bruce confessa que tentou matar Chill, exibindo a arma
que usaria para atirar. Num ato de raiva, Rachel agride-o com um tapa, e diz
que seu pai teria vergonha do que pensou em fazer.
Comovido e renovado pelas
palavras de sua amiga, ele joga sua arma no rio de Gotham, prometendo nunca
mais empunhar uma arma ou matar novamente. Ele então sai de Gotham novamente,
dessa vez sem avisar a ninguém, e passa anos viajando pelo mundo e entendendo a
mente criminosa, adquirindo novas noções sobre o certo e o errado até que
quando é levado ao último teste da Liga das Sombras, seu mestre o obriga a
matar. Bruce já amadurecido pelas lições aprendidas, decide não fazê-lo e
escapa do esconderijo, após destruí-lo assim como salvar seu professor
desmaiado no processo.
Ao apresentar essas
sequências com o que foi explicado anteriormente, a conclusão que se chega é
que os valores que moldam a personalidade do protagonista da trilogia, não tem
as mesmas origens do cânone. Pelo contrário, no material original, as morais de
não matar, não empunhar uma arma e olhar além de seu ódio, perceber que a sua
vingança é contra um crime e não contra uma pessoa, são desenvolvidas pelo
próprio Bruce Wayne a partir de seu trauma. Ele não suporta armas, porque viu seus pais morrerem graças a elas, ele
não mata porque a morte o mostrou o valor da vida e que para vencer o conceito
do crime, ele precisa vence-lo com uma moral superior a de seus inimigos, dar o
exemplo às pessoas de bem, para que elas percebam que há esperança.
Enquanto no filme, Wayne
consegue esses valores a partir de Rachel. E o que isso influencia em sua
moral, é que, como foi citado no início desse texto, a incapacidade da equipe
que escreveu o roteiro e, o trouxe a vida, de mostrar um Bruce realmente
traumatizado onde sua dor o matou para que Batman, sua vingança personificada
pudesse tornar Gotham uma cidade onde sua perda jamais aconteceria novamente
com ninguém. É possível ver que Batman era a única opção para Bruce, que se
tornar o Guardião de Gotham era tudo que restava para ele, pois suas chances de
uma vida normal morreram no beco do crime. Tornar os valores do Batman,
virtudes de terceiros que foram passadas para ele não tornam Batman uma
consequência, e sim uma escolha feita por um Bruce mal guiado pela sua raiva
infundada contra Chill e as pessoas ao seu redor.
Na visão de um leigo,
escolha e consequência pode não parecer muita coisa, mas serão nas sequências
que isso será exposto como um grande problema para o personagem. Talvez a
partir dessa reflexão, poderá ser explicado o motivo dos vilões se sobressaírem
tanto em seus longas, quando, na maioria das outras adaptações para diferentes
mídias (jogos, quadrinhos, series, animações) é o próprio Batman que chama a
atenção quando aparece.
O Cavaleiro das Trevas (2008):
Finalmente chegando na
sequência, o filme introduz um Batman já experiente com o submundo de Gotham,
onde é deparado com uma nova esperança, personificada em Harvey Dent, mas
também com uma ameaça desconhecida, o Coringa. Durante a narrativa Gordon, Harvey
e Batman conduzem uma investigação contra a máfia através de notas marcadas.
Toda essa investigação os leva ao principal contador da organização, o
empresário chinês Lau, que movia o dinheiro e mantinha fortes informações sobre
a maioria dos criminosos importantes de Gotham. Batman consegue captura-lo e
Harvey consegue, graças a ajuda do Homem-Morcego, prender 549 criminosos em um
único movimento judicial. Bruce vendo o quão forte é a presença de Harvey
cogita em parar e busca mais uma chance de vida normal com Rachel, que o
rejeita.
O problema com essa
sequência de eventos pode ser notado do ponto de vista do filme, mas
principalmente do ponto de vista das histórias em quadrinhos que servem de base
para nortear o longa. Em primeiro lugar, Batman falha ao observar que Harvey só
prendeu esse número de criminosos porque conseguiu trazer Lau para a justiça
saindo da jurisdição que prende a polícia e a promotoria. Logo, a polícia
jamais faria tal ação se não fosse por ele, então não faz nenhum tipo de lógica
a vontade de parar de Bruce nesse momento da história.
Dessa vez olhando essa
situação do cânone, Batman pensar em parar a sua cruzada e deixar essa
responsabilidade a terceiros é algo absurdo. Como já foi explicado, Batman é
uma condição psicológica de Bruce Wayne, é o único caminho que ele tem para
conseguir viver suportando a dor da perda de seus pais. Para o Cavaleiro das
Trevas, não existe uma “vida além da caverna”, isso já lhe foi negado desde a
morte de seus pais, quando todo o sentido abandonou sua vida (ex.: O Retorno do Cavaleiro das Trevas,
onde ao parar por 10 anos de agir como Batman, Bruce tem alucinações, insônias,
e devaneios com o tempo que seus pais foram mortos, como se seu subconsciente
estivesse o motivando novamente a voltar, porque ele precisa disso).
O motivo dessa decisão de
Bruce, está no problema de Batman Begins, onde ser Batman não é uma
consequência e sim uma escolha do protagonista, guiado pela sua parceira
romântica, de olhar além de sua dor e tentar salvar a sua cidade. Logo quando
Bruce percebe que já deu de tudo e que outras pessoas estão dispostas a
carregar seu fardo por ele, procurar uma vida normal é a opção mais lógica,
porque na narrativa que o filme desenvolve, ele já superou a morte dos pais, e
pode seguir em frente.
Então quando a máfia
contrata o Coringa para resolver o problema, no caso o Batman, ele resolve
atacar a moral e os valores do personagem. Ele começa matando pessoas de grande
influência em Gotham, pessoas que estão dispostas a lutar contra o crime e a
injustiça sem medo. Ao causar essa onda de terror contra a cidade sob a razão
de Batman não se entregar, a cidade se volta contra Batman e seus aliados
enquanto mais pessoas morrem e Harvey se vê cada vez mais consumido pela
situação quando o próximo alvo de Coringa é Rachel, sua parceira (o que
completa o triângulo amoroso entre Harvey, Bruce e Rachel).
Bruce se vê incapaz de
fazer algo a respeito enquanto justiceiro, descobrindo os limites de Batman, ao
ver que seu símbolo não consegue suportar toda essa situação e todos os seus
valores sendo jogados contra ele mesmo. Então ele resolve se entregar para a
polícia para que a onda de matança de seu vilão se encerre. Mas quando está
prestes a se entregar, Harvey o faz antes declarando-se Batman e é levado pela
polícia.
E nessa parte do filme
que é apresentado um grande defeito, talvez o maior do filme. Nos quadrinhos,
não é surpresa que o Coringa leva o Batman a tomar decisões difíceis, fazendo
atos cada vez mais monstruosos e revertendo a moral de sua antítese contra ele.
O grande duelo entre eles está no fato, explicado pela própria narrativa, que o
Cavaleiro das Trevas é incorruptível, mas seu arqui-inimigo não vai parar de
testá-lo (o caso do objeto imparável encontrando um objeto imóvel).
Seu maior vilão sempre
entregará situações onde Batman terá que provar sua inflexibilidade perante
suas morais de não matar, não usar armas e de prezar pelo seu juramento até o
fim. Enquanto o Coringa quer quebrar a alma de Gotham expondo as fraquezas de
seu salvador, o Homem-Morcego quer salvá-la mostrando o melhor caminho. E a
grande pergunta para os arcos onde eles são levados a se enfrentar é sempre o
que Batman terá de fazer para se mostrar incorruptível, ou o que ele terá que
sacrificar para vencer.
Contudo, nessa decisão,
Batman não consegue tomar a decisão que
ninguém mais consegue, ele é incapaz de ver o caminho correto. Ele se rende
aos caprichos de seu inimigo e coloca o trabalho de sua vida em risco graças a
essa incompetência. Em outras palavras, ele sucumbe a expectativa do que ele
fará em seguida, pois esse Batman é previsível em suas soluções, porque para
ele falta a motivação que é tão forte e viva nas ações do Batman canônico: a questão do Batman ser a única escolha, a
consequência.
E não para por aí, após a
prisão do Coringa ele se vê numa situação de dois reféns em dois locais
diferentes. Harvey, a esperança de uma Gotham melhor, e Rachel, o amor de sua
vida, a chance de uma vida normal. Batman então pressionado mais uma vez a
mostrar sua verdadeira face, aquilo que ele não é capaz de sacrificar. Quando o
momento chega Bruce escolhe Rachel invés de Harvey, mostrando que ele não é
capaz de sacrificar uma vida normal pelo seu compromisso com Gotham. Mas, antecipando
a atitude futura do Cavaleiro das Trevas, ele entrega o paradeiro das vítimas
invertidos. Fazendo Batman nesse tempo todo ir atrás do Harvey e não da sua
parceira, culminando na sua morte e em sequelas no sobrevivente, que no futuro
se tornará Duas Caras.
Sobre essa escolha, já
foi explicado sobre ambos os aspectos, tanto sobre o fato do Batman não poder
ter uma vida normal quanto ele se render às exigências de seus rivais e a
importância de tomar a decisão certa, que não parece visível para muitos, mas
é, e deve ser, para ele. Mas vale frisar que essas decisões são feitas para
mostrar quem é o protagonista, o papel de um bom vilão é jogar ao herói
decisões difíceis que mostram quem ele realmente é, e o que ele está disposto
ou não a sacrificar pela vitória. E essas decisões só ressaltam que esse Batman
está longe do ideal e que tem muitas decisões que não combinam com quem ele
deve ser realmente, segundo seu cânone.
Por fim, Batman se
encontra com Harvey morto pelas suas mãos (nem é necessário destacar esse erro
e explica-lo), e precisa tornar essa situação a favor do bem-estar de Gotham.
Sob pressão, ele assume a responsabilidade pelas mortes causadas por Duas Caras
e Coringa e se torna o grande vilão de Gotham para que a polícia possa ter força
e encerrar o crime organizado de uma vez por todas.
O Cavaleiro das Trevas Ressurge (2012):
O terceiro, e último,
capítulo da trilogia começa imediatamente expondo seus erros nos primeiros
minutos de tela. Bruce depois dos eventos de Cavaleiro das Trevas está em
reclusão, investindo em um projeto de energia limpa, patrocinado pelo que viria
a ser Talia al Ghul, e o maior problema desse atual estado do personagem está
em suas razões.
Bruce não consegue
superar a morte de Rachel e, portanto, se vê incapaz de sair no mundo, achar
uma vida, pois essa oportunidade foi tirada dele pelo Coringa. E então,
motivado pela situação de Gordon e a conversa com Blake na mansão, Wayne se vê
forçado a se tornar o Batman uma vez mais, já que não lhe resta mais nada além
de terminar o que começou.
A visão correta de um
Batman sem limites para sua determinação e coragem nos é apresentado ao longo
do tempo nesse filme. Contudo isso é feito pelas motivações erradas. Bruce só
consegue ver que a única saída para sua vida é o Homem-Morcego, depois que sua
chance de uma vida normal é encerrada. Em outras palavras, é como se Rachel
fosse o casal Wayne do cânone, cujas mortes servem de trauma e luto para o
protagonista que não vê outro caminho a não ser honrar suas memórias e legado
salvando a cidade do mal que os matou.
Essa observação fica mais
latente ao longo da trama, o espectador vê um Bruce totalmente mudado, uma
pessoa que o único fim possível para a sua vida é morrer pela sua guerra contra
crime. É possível enxergar o seu desespero nas cenas do Poço, a cada ação de
Bane, a audiência sente o sofrimento e a impotência do protagonista por não
poder fazer nada para impedir. E quando o desespero era grande demais, ele cria
forças para fazer o impossível e escapar do Poço direto para Gotham e salvá-la.
Tudo que foi criticado nos dois últimos longas não se aplica a esse, finalmente
vê-se a motivação que não estava lá em primeiro lugar. Pela primeira vez no
cinema, é contemplado uma versão bem similar ao Batman do material original,
mesmo que pelas razões erradas.
O Cavaleiro das Trevas
Ressurge é o filme mais próximo do que deveria ser uma adaptação do Batman para
o cinema. O personagem possui uma motivação que o deixa inabalável em suas
convicções, e é testado ao longo de todo o filme sobre suas certezas e se ele
está realmente disposto a sacrificar tudo pela cruzada. Para longas que estão
por vir do Homem-Morcego, é de suma importância que essa característica do
personagem não seja abandonada, porque não há nada que defina melhor ele do que
sua moral inabalável e sua capacidade de tomar a decisão certa, que ninguém
pode enxergar.



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