sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Série Forza Horizon - Parte 3


Forza Horizon 3 é a empreitada mais recente da série Horizon, sendo lançado mundialmente no dia 30 de setembro de 2016. Com a promessa de um mapa 2x maior do que o seu antecessor, desta vez a Austrália tornou-se o palco para o fictício festival que mistura música e corridas. Assim como fiz em outras análises, o foco vai nas mudanças.

Jogabilidade

- Condução
Desta vez uma leve melhoria com relação ao jogo anterior da série. Como a nova engine possibilitou uma melhoria drástica na física dos carros em Forza Horizon 2, o 3 apostou em implementar as poças d’água e a maior precisão na hora de retratar a chuva (heranças da série Motorsport) e dar um capricho a mais nas diferenças de terreno, já que agora não temos só areia e asfalto. As tunagens ganharam mais precisão dentro da jogabilidade, o que é um ponto positivo.

- Tipos de Corridas

Tudo foi mantido com relação a Horizon 2, com a exceção de que o Cross Country agora não é obrigatoriamente uma corrida “sprint”, podendo também ter voltas. A melhoria aqui fica a cargo dos designs dos circuitos, que são disparados os melhores da série, principalmente no Cross Country.

- Inteligência Artificial
Sem dúvidas, a mais difícil de se enfrentar da série. A dificuldade imbatível é extremamente difícil, algumas vezes a precisão da IA ao fazer a curva aliada a velocidade parece mentirosa, mas a ideia é realmente ter um nível de exigência muito grande. Para quem é mais experiente com a série ou jogos de corrida em geral, pode ser mais fácil ganhar online do que contra a IA.

Conteúdo
- Gráficos

Talvez, os melhores gráficos da geração. Todo o efeito de partículas, reflexos, retratação dos terrenos, texturas... Agora o destaque fica para o céu. Filmado por 1 ano em resolução 12K, o céu australiano de Forza Horizon 3 não te deixará enxergar céus em jogos da mesma forma que antes.

- O Mapa

Duas vezes maior do que Horizon 3, conta com a maior variação de terrenos em um jogo da série Horizon, com áreas desérticas, litorâneas, rios, florestas e é claro, asfalto. O design dos 4 locais de festival é simplesmente impecável, assim como os caminhos de estrada. Assim como na versão anterior, praticamente 100% do mapa é navegável, somando as áreas intermediárias as mais de 480 estradas no jogo. Houve uma adição interessante de árvores de menor porte que podem ser quebradas, tornando o jogo mais dinâmico em relação a Horizon 2.

- Quantidade de Carros

Mais de 350 e com novas categorias, como utilitários e buggies. Tudo muito bem detalhado tanto no seu exterior quanto interior, com forzavista para todos os carros.

- Campanha Principal

Aqui está a grande inovação. De cara, já percebemos que pela primeira vez na série podemos mudar a aparência do nosso personagem principal e sermos chamados pelo nome. Somos, dessa vez, donos do Horizon. Portanto, para que o evento se expanda é necessário que você ganhe uma quantidade de fãs. Para tal, diversas atividades podem ser feitas. As mais básicas são exibições e campeonatos, onde você (sim, você) escolhe qual categoria quer fazer e quais rotas correr, nas condições que também seguem sua vontade, através do Horizon Blueprint. Sim, se você quiser fazer todo o jogo com um único carro, em uma única condição, isso é plenamente possível.
Algumas outras atividades complementares também ganham fãs, como:
- Zonas de Velocidade/Radar de velocidade
Mesmo recurso de Forza Horizon 2, passar numa determinada velocidade ou manter uma média. A novidade é que dependendo do valor alcançado, você pode ganhar de 1 a 3 estrelas. Mais estrelas, mais fãs.
- Zonas de Drift
A novidade, onde você precisa bater um número de pontos. Também é qualificado de 1 a 3 estrelas.
- Áreas de Salto
Isso mesmo, jogue seu carro em alta velocidade numa rampa e bata a meta de distância. Também pontuado de 1 a 3 estrelas.

- Ganhando (ainda mais) dinheiro
O nível de premiação, tanto off-line quanto online, é muito alto. Em contrapartida, carros mais clássicos são também consideravelmente mais caros em relação a jogos anteriores. Desta vez, temos 3 árvores de skills para gastar nosso pontos. Uma dela são somente prêmios, que incluem sorteios, dinheiro ou XP.

- Lista de Experiências

Mesma ideia de Forza Horizon 2, desta vez mais criativas e difíceis. Como somos donos do festival, podemos também criar as nossas e jogar a de outros jogadores. Muitas horas podem ser gastas aqui.

- Eventos de Exibição

São liberados ao longo do ganho de fãs e o último evento determina o fim da campanha. Muito mais variados do que jogos anteriores, contando inclusive com uma corrida contra barcos, onde grande parte da pista passa por um rio e uma sensacional corrida contra um dirigível.

- Carros em Celeiro

Com 16 ao todo, são carros que de alguma forma remetem a cultura australiana de carros, como Holdens, Fords e demais utilitários.

- Placas de desconto/XP/viagem rápida
Assim como em jogos anteriores, é possível quebrar essas placas para benefícios. As de XP mais alto ficam em locais realmente desafiadores.

- As Rádios
Pulse, Bass Arena e Hospital Records mantidas, e espetaculares, especialmente a Pulse, parecendo uma rádio feito para estrada. Das novas, Horizon Block Party traz o hip hop, Vagrant records alternativo, Epitath punk e metal, Future Classic músicas eletrônicas australianas e a Timeless com música clássica. Destaque das novas para a Epitath, estilo bastante requisitado pelos fãs.

- Dublagem
No nível alto de Horizon 1. Muito bem feita, super natural, vozes que se encaixaram perfeitamente, desde os seus ajudantes até os DJs das rádios.

Online
Manteve o mesmo modelo de Horizon 2. As diferenças ficam num novo modo pega-bandeira e que agora é possível jogar a campanha do jogo cooperativamente até 3 pessoas. Online, até 12 podem jogar ao mesmo tempo. O online é extremamente estável, tanto na questão de lag quanto desconexões, ambos raríssimos. Ganha campeonatos quem obtém mais XP, porém, isso fica mais claro do que no jogo anterior, pois vencer uma corrida lhe dá considerável XP e aumenta muito as chances de vencer um campeonato, algo que em Horizon 2 ficava pra trás, onde quem pilotava mal mas fazia mais “gracinhas” acabava na frente, pois recompensas por corrida limpa e vitórias eram muito menores.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Série Forza Horizon - Parte 2

Forza Horizon 2 foi a sequência do jogo de 2012, também desenvolvido pela Turn 10 e Playground Games. O jogo foi lançado em setembro de 2014, prometendo ir além do que foi feito no seu antecessor e fazendo a estreia da série na nova geração de consoles, tendo sido lançado exclusivamente para Xbox One. Como já falamos sobre o primeiro Horizon aqui, vamos focar mais nas mudanças em relação ao primeiro jogo do que propriamente descrevê-lo.

Jogabilidade
- Condução
Uma mudança drástica em relação ao primeiro jogo no quesito condução. A física dos carros melhorou absurdamente, facilitando o controle no asfalto e na terra, pois agora é muito mais lógico sentir o carro no controle de acordo com o que se está vendo em tela. Além disso, a física de colisão mudou totalmente de figura, sem deixar mais o jogador tirar vantagem de colisões como era possível anteriormente, fazendo você perder considerável velocidade não só se chocando com carros, mas também com paredes e demais obstáculos.

- Tipos de Corridas
As corridas de asfalto, mistas e terra voltaram. A ligeira diferença agora é que não existem mais as corridas de rua, e sim alguns eventos oficiais do Horizon que possuem tráfego, algo que mantém o desafio mas não faz muito sentido do ponto de vista do festival, mas nada muito relevante. A nova adição foram as corridas de Cross-Country, no qual pilotamos sobre variadas superfícies como terra, grama e asfalto, sem termos necessariamente um caminho 100% certo de ser seguido. É extremamente divertido. Por fim, tivemos a estreia da chuva no jogo, que torna a direção ligeiramente mais escorregadia. A chuva não é restrita apenas as corridas de asfalto.

- Assistências
As assistências tiveram apenas uma adição nova, o controle de estabilidade.

- Inteligência Artificial
Forza Horizon 2 não possui IA. A tecnologia dos drivatars, implantada em Forza Motorsport 5 faz sua estreia na série Horizon. Os drivatars nada mais são do que os jogadores de Horizon (ou Motorsport), que tem sua forma de pilotar gravada para que possam enfrentar outros jogadores no modo de jogo off-line. Foi uma adição e tanto, pois agora as corridas são ainda mais imprevisíveis. A dificuldade vai até o invencível e é satisfatória. Se você tem amigos que jogaram algum jogo da série Forza, é bem provável que eles estejam te enfrentando no jogo off-line, mesmo que as vezes, eles não estejam condizentes com a dificuldade. No invencível, especificamente, sempre possui um drivatar que realmente desgarra do pelotão na corrida, sendo difícil de alcançar se você não consegue ganhar posições cedo na corrida. O único ponto negativo é que, mesmo contra drivatars habilidosos, eles tendem a deixar um pouco a desejar nas curvas de alta velocidade, freando desnecessariamente.

Conteúdo
- Gráficos
A troca de geração fez muito bem a Forza Horizon 2. Gráficos ainda mais espetaculares, indo nos mínimos detalhes, como gotas de chuva, reflexos do cenário na lataria do carro e melhoria drástica do ambiente em relação a vegetação, textura do asfalto e da terra além das sujeiras e danos no carro.

- O Mapa
Duas vezes maior que o seu antecessor, agora viajamos para a Europa, mais especificamente no sul da Itália e da França. A variação de ambientes é ainda maior se comparado ao primeiro jogo, algo a se pontuar positivamente. E a grande melhoria: Praticamente 100% do mapa é navegável. Sim, se você quiser cortar a estrada e ir por terra, grama, no meio das árvores... agora é possível! Algo extraordinário, dando uma imersão ainda maior dentro do ambiente do jogo. Em termos de tamanho, provavelmente só fica atrás do mapa do jogo The Crew.

- Quantidade de Carros
O jogo conta com mais de 250 carros, que vão expandindo ao longo dos DLCs. Uma surpresa foi a adição da expansão com carros da Porsche, algo então exclusivo da EA. As classes vão de D a S, sendo dentro da S, possível subdividir em S1 e 2. É possível tunar um carro até classe X, que seria o máximo permitido com o que o jogo lhe oferece em termos de aprimoramento.

- Campanha Principal
Aqui vemos uma grande quantidade de mudanças. Os campeonatos não são mais divididos por pulseiras, mas sim pelos estilos de carros. De início, você tem a opção de escolher três carros para começar, na região de Castelletto. Na segunda cidade que visitamos, Nice, é possível escolher o campeonato. É preciso vencer 15 campeonatos para se classificar para a Final do Horizon, que é uma grande corrida com o percurso envolvendo todo o mapa. Para terminarmos o “principal”, levamos em torno de 20 horas. Para completar todos os campeonatos, levará um bom tempo, facilmente passando das 100 horas.
Dessa vez, as pulseiras são seus níveis em relação aos pontos de experiência. Começamos com a amarela e terminamos com a dourada. Acredito que essa mudança foi feita para que os jogadores pudessem aproveitar a enorme quantidade de carros, sem que os campeonatos de pulseira limitassem o jogador. Pela questão da liberdade de você trilhar seu próprio caminho, foi um ponto bastante positivo, mas talvez numa ideia de “progressão”, não tenha feito tanto sentido, pois é possível vencer o Horizon sem a sua pulseira máxima.

Ganhando dinheiro... muito dinheiro
Em Forza Horizon, as premiações eram baixas, com exceção da última corrida. Aquela grana extra podia ser descolada nas corridas de rua e algumas atividades a mais. Desta vez, para conseguir seu primeiro milhão, a coisa ficou bem mais fácil. Primeiro, que as premiações em dinheiro são maiores. Segundo, que a cada vez que você sobe de nível, você ganha um Wheelspin, que pode te dar uma quantia em créditos ou até mesmo um carro novo. E por fim, você pode gastar pontos de perícia, que de alguma forma lhe dão alguma vantagem no jogo, sendo uma delas, ganhar mais créditos.
Outro detalhe importante é que muitos carros foram distribuídos gratuitamente, seja por bônus de pré-venda, ou carros gratuitos de packs que fazem parte do DLC do jogo, aumentando consideravelmente sua garagem.

- Lista de Experiências
Os postos Horizon se foram, mas as jogadas publicitárias permaneceram, agora chamadas de Lista de Experiências. A coisa ficou mais variada também, adicionando desafios de habilidades mais específicos e corridas em tempo regressivo. Existem duas listas oficiais do Horizon e uma da Playground para serem realizadas, com 10 atividades cada.

- Eventos de Exibição
O que é bom sempre volta, e é o caso dos eventos de exibição. Ainda temos as corridas contra aviões e os eventos com um tipo de carro. Uma das primeiras corridas de exibição já traz uma novidade, quando enfrentamos um trem num Fulvia.

- Carros em Celeiros
Os carros em celeiros também voltaram, mas dessa vez são bem mais complicados de se achar. Primeiro, pela maior extensão do mapa, segundo, porque como praticamente todas as áreas no mapa estão acessíveis, eles não estão mais na beira da estrada como no primeiro Horizon.

- Radares – Zonas de Velocidade
Exatamente como eram no primeiro jogo, sem grandes mudanças.

- Placas de desconto/xp
As placas de desconto se mantiveram, com adição de desconto na viagem rápida, podendo ser realizada para qualquer localidade do mapa, além é claro, dos descontos nos aprimoramentos. As placas de XP aumentam seu nível durante o jogo. É possível comprar os “segredos” do mapa, incluindo essas placas e os carros no celeiro com dinheiro de verdade.

- As Rádios
Horizon Pulse e Bass Arena se mantiveram. A Horizon XS é a sucessora espiritual da Rocks. Fazendo companhia a essas, temos a Ninja Tune Radio, Hospital Records, Innovative Leisure e uma hilária Rádio de Música Clássica, que tem um host que fala italiano. Honestamente, apesar da sensacional rádio de música clássica, a trilha sonora ficou muito aquém do primeiro jogo. Os hosts de todas as rádios acompanham os eventos, mas como não temos mais pilotos astros como no jogo passado, essa interação com os campeonatos é mais tímida.

- Dublagem
Mantém o nível do primeiro jogo, com alguns leves deslizes.

Online
Uma primeira mudança no online de Forza Horizon 2 é que você mantém o seu nível do jogo off-line, e pode subir de nível, ganhar dinheiro, dentre outras coisas e carrega-lo do online. Uma mudança muito bem vinda, já que não fazia sentido anteriormente termos que começar do zero. O modo pegar a estrada foi adicionado, onde em um lobby, podemos ser orientados diretamente para diferentes tipos de competição de acordo com as classes de nossos carros. Muito bom para quem quer jogar com pessoas desconhecidas. Ademais, foi mantido o passeio online e suas provas de corridas e lista de experiências. Os servidores são bem mais rápidos se comparados a versões anteriores. Você não tem a plena experiência de jogar Forza Horizon 2, se não experimentar o online.

Expansões
A expansão Storm Island leva o jogador a uma ilha, próxima ao mapa do jogo, para provas focadas em rally. Alguns carros foram adicionados. Nessa expansão, o único conteúdo gratuito foram aprimoramentos voltados para corridas de rally, como pneus específicos.

A outra expansão foi a da Porsche, adicionando carros, novos campeonatos, e uma lista de experiências voltadas pra carros da marca.  

Além disso, foi disponibilizado gratuitamente por um período de tempo, uma “parte” do mapa de Forza Horizon 2, com a temática do filme Velozes e Furiosos 7, onde podíamos pilotar os carros do filme, numa campanha com duração de quase 4 horas. 

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Série Forza Horizon - Parte 1

Forza Horizon é um jogo de corrida em mundo aberto, lançado no ano de 2012, sendo desenvolvido pela Turn 10 em parceria com a Playground Games. A série Forza tem feito jogos de corrida desde 2005, com foco em corridas de circuito. Horizon foi o primeiro jogo da série que se aventurou em outro foco, um jogo mais arcade e com foco presente na diversão do que propriamente em correr limpo.

Jogabilidade
- Condução
Se tem uma coisa que a série Forza ficou famosa em sua trajetória, é a incrível sensação de controle do carro pelo seu joystick. Com Horizon, não é diferente nessa qualidade, mas há alguns detalhes que precisam ser levados em conta. O primeiro é que os carros são consideravelmente leves, permitindo fazer curvas mais fechadas em altíssima velocidade. O segundo detalhe, que me incomoda, é que a mecânica de condução favorece o drift, exigindo um pouco até mesmo de quem opta por pilotar de forma mais limpa. No geral, vemos que a condução foi muito mais focada na diversão, o que é um acerto mediante a proposta do jogo.

- Tipos de pistas (Asfalto, Mista, Areia)
Os tipos de circuitos vão ser determinantes para a condução em dois fatores: se é no asfalto ou se é na areia. No asfalto, é uma pilotagem mais tradicional. Na areia, a exigência é consideravelmente maior, sendo muito fácil perder o controle do carro. A diferença de pilotar um 4x4 para outro tipo de tração nas pistas de terra é absurdamente considerável para o sucesso do jogador.

- Física de Colisão
A física de colisão é decente. Infelizmente é possível tirar algumas vantagens batendo nos seus oponentes, após uma freada mais forçada.

- Assistências
As assistências disponíveis são de freio, tipo de direção (normal ou simulação), troca de marchas (manual ou automática), ABS, Controle de Tração, linha do traçado (total, somente nas curvas ou sem linha) e retroceder. Quanto mais habilidades você usa mais fácil fica para pilotar, com a contrapartida de que seus tempos não serão tão rápidos quanto os dos que não usam assistência.

- Inteligência Artificial
A inteligência artificial padrão é bastante agressiva nas curvas e quando sofrem ultrapassagens, e estão suscetíveis a erros. Em contrapartida, a IA dos astros do festival, que são seus adversários para passar de pulseiras, são desafiadoras mediante a sua escolha de dificuldade. Nos níveis difícil ou insano, a exigência por uma pilotagem mais precisa é crucial para a vitória.

Conteúdo
- Gráficos
O jogo é de 2012, mas mesmo hoje, em 2016, são gráficos muito bonitos. As texturas das pistas e dos carros é muito bem feita e os efeitos de luz são espetaculares em alguns períodos do dia no jogo. O dano dos carros visualmente é bom, sendo de acordo com a área colidida. A única coisa que o jogo ficou devendo nesse aspecto foi na sujeira de terra nas pistas de rally, que é muito tímida.

- O Mapa
O mapa se passa na região do Colorado nos Estados Unidos, com diversas áreas muito bonitas e variadas dentro dessa região. Temos locais industriais, represas, o Grand Canyon, dentre outras coisas. A navegação na maior parte das vezes se restringe as estradas, na sua maioria de asfalto, mas também com trechos de terra. Em corridas que utilizam toda a extensão do mapa, conseguimos completar o trajeto entre 12 e 15 minutos, um ótimo número para jogos do Xbox 360.

- Quantidade de Carros
O jogo conta com mais de 200 carros, incluindo os DLCs. Os carros são bastante detalhados não só no seu exterior mas também no interior, algo que é marca da série Forza, que abre mão de usar interiores simplificados.

- Campanha Principal
A campanha principal dura em torno de 18 horas. No início do campeonato, você é inscrito nas provas da cor de sua pulseira, sendo a primeira, a pulseira amarela. Você tem uma série de provas nas quais precisa cumprir um determinado número de pontos para passar de pulseira. As provas são de diferentes estilos, envolvendo ou circuitos fechados, ou corridas Sprint, com a permissão de usar vários tipos de carros ao longo de cada pulseira.
Em cada uma das pulseiras possui uma estrela do evento, que seria o piloto mais difícil de ser derrotado nesta etapa. Ao somar os pontos e passar para a próxima pulseira, esses pilotos de desafiam para um mano a mano, onde caso você ganhe, leva o carro deles para sua garagem. Ao todo, existem 7 pulseiras possíveis para ser ganhas.

- Corridas de Rua
Ali Howard é uma das estrelas do festival. Ao derrota-lo, ele irá te convidar para participar das corridas de rua, que são de característica Sprint e tem boas premiações em dinheiro. É praticamente sua chance extra de conseguir um pagamento mais alto e ter a chance de comprar carros mais caros.

- Postos Horizon e Jogadas Publicitárias
Os postos do Horizon são locais para você fazer viagens rápidas, ao custo de 10 mil créditos. Se você ir até os postos e fizer as jogadas publicitárias, você pode conseguir até 75% de desconto neste custo. Todos os postos possuem, cada, três jogadas possíveis: Armadilha de velocidade, onde você tem que passar em um radar acima da velocidade estipulada; Fotografias de carros em determinadas paisagens e; Sequências de habilidades com uma meta de pontuação.

- Eventos de Exibição
A experiência acumulada com as corridas e os passeios do jogo fazem você subir na classificação de popularidade do Horizon. Depois de uma série de evoluções, você libera eventos de exibição, que consistem em corridas contra aviões ou com todos os pilotos com um mesmo carro. Ao vencer os eventos, você também ganha o carro usado como presente.

- Carros em Celeiros
Estão espalhados pelo mapa alguns carros mais antigos perdidos em celeiros. Se você encontra-los, pode manda-los para a oficina e usá-los depois de um tempo. A extensão do mapa torna a busca bastante interessante.

- Radares – Zonas de Velocidade
Os radares e zonas de velocidade marcam em quantos km/h você passou por aquela velocidade. É um feature mais social, voltado para você comparar com seus amigos.

- Placas de desconto
As placas de desconto são espalhadas por todo mapa, num total de 100. A cada placa destruída, você consegue um desconto para aprimorar seus carros. Apesar de ser repetitivo, é importante pois economiza uma boa quantidade de dinheiro.

- As Rádios
O jogo tem ao todo três rádios, Horizon Rocks (Rock), Horizon Pulse (Indie, Pop) e Horizon Bass Arena (Eletrônica). As rádios tem trilhas sonoras espetaculares, que combinam perfeitamente com o clima de estrada do jogo. Além disso, os hosts das rádios acompanham o andamento dos eventos, anunciando carros em celeiros, noticiando suas vitórias e entrevistando as estrelas do festival.
Além das rádios de música, você tem uma espécie de “ligação direta” com Alice Hart, a dona do evento, que vai te incentivando enquanto você avança nos eventos e te lembra de algumas coisas que você pode fazer, como ir à feira de carros.

- Dublagem
Não tem nem muito o que comentar: A dublagem brasileira de Forza Horizon é perfeita. Talvez, a melhor dublagem brasileira já feita para um jogo de videogame.

Online
O online do jogo consiste ou em passear livremente pelo mapa com os amigos, e ter um host para liderar os eventos, ou em montar lobbys com provas específicas. Essas provas são corrida de circuito, rally, Sprint, corrida de rua, infectado, gato e rato e rei.

Expansões
Forza Horizon Rally é a expansão do jogo. A expansão inclui 5 novos carros e 7 novas pistas voltadas para rally. É preciso completar 6 corridas para competir na final do Horizon Rally. A experiência não fica restrita ao single player, adicionando dois modos no multiplayer: Rally Social e Rally Veterano.

domingo, 28 de agosto de 2016

Wolverine e os X-Men - Crítica

Wolverine e os X-Men foi a quarta animação dos X-Men que foi para a televisão, posterior ao piloto Pryde of The X-Men, a série animada dos anos 90 e X-Men Evolution. O desenho estreou em 2009 nos Estados Unidos e, curiosamente, estreou antes no Brasil, em 2008, no canal de tv a cabo Jetix, hoje, Disney XD. Quando chegou ao último episódio no Brasil, o desenho sequer havia estreado oficialmente nos EUA. A animação possui apenas 1 temporada, composta por 26 episódios com média de 20 minutos cada. A animação é em 2D com alguns elementos em 3D.

A Animação
O estúdio indiano Toonz Animation foi o responsável pela animação. O único defeito realmente marcante, que ocorre em alguns episódios, são erros de coloração em algumas partes dos personagens. Pelo menos umas 3 vezes durante a primeira temporada, vimos o detalhe do nariz de Wolverine ficar da cor azul, ao invés de amarelo. Além disso, outros pequenos erros como a mão de Ciclope sem luva ocorreram bem esporadicamente.
As cenas de ação são um ponto forte do desenho, principalmente se comparado a X-Men Evolution, que realmente carecia de grandes momentos de ação. Cenas com lutas simultâneas e um bom índice de destruição complementaram muito bem o belo enredo que acompanha os 26 episódios. Alguns episódios contaram com ótimas sequências, como a luta de Magneto com os X-Men no terceiro episódio, Wolverine e Gambit trabalhando juntos no quinto episódio, e a Irmandade lutando ao lados dos X-Men no décimo oitavo. Outro elogio marcante são os elementos em 3D, que não tem aquela distorção alarmante do 2D que vemos em outras animações.
O estilo de arte adotado é bem a moda de Bruce Timm, com desenhos bem simplificados nos detalhes, visando uma animação mais fluída. Em pôsteres, incomoda um pouco, mas dentro da animação, que é o que importa, ficou bom e atendeu as expectativas.
A abertura também é bem legal, com uma sequência de animação contra as sentinelas e a MRD. 


A dublagem
A dublagem em inglês é sem dúvidas a melhor dos desenhos mutantes. Diversas vozes são definitivas nos personagens. Steve Blum é um show à parte dublando Wolverine e sem dúvida, é a voz definitiva do personagem. Outros atores com grande participação foi Nolan North, astro da dublagem interpretando Ciclope e Kari Wahlgren interpretando Emma Frost, uma das melhores personagens do desenho.
Infelizmente, não podemos falar o mesmo da dublagem em português, algo realmente surpreendente, tendo em vista que X-Men Evolution e principalmente, a série animada dos anos 90 foram muito bem dubladas. Muitas vozes não combinaram com os personagens, a atuação destoou muito do tom sério da animação e dubladores de maior nome acabaram interpretando personagens secundários. Uma pena.

O Enredo e os Personagens
A Estrutura
Wolverine e os X-Men aposta em uma única ideia durante os seus 26 episódios. Os X-Men são liderados por Wolverine no presente, que recebe instruções de Xavier, que está no futuro, fazendo com que o objetivo dos mutantes seja antecipar acontecimentos que vieram a tornar o futuro dominado por Sentinelas. Todos os episódios tem alguma relação com este plot desenvolvido nos primeiros três episódios.

Uma grande homenagem a fase Claremont/Byrne
Essa é uma característica pouco comentada em reviews sobre esta animação. Praticamente suas bases estão totalmente ligadas a era mais bem sucedida dos quadrinhos mutantes, que já comentei aqui. A base de todo o enredo é Dias de um Futuro Esquecido, onde se tem conhecimento do futuro trágico dos mutantes e envolve viagens no tempo. Além disso, elementos de outras histórias como A Saga da Fênix Negra também se fazem presentes.

Os Personagens
- A polêmica liderança de Wolverine
O primeiro susto que Wolverine e os X-Men causou foi justamente o seu título. A razão foi simples: Wolverine seria o líder dos X-Men. Embora muitos fãs encarem isso com estranheza, Wolverine foi líder dos X-Men por alguns curtos períodos de tempo, como por exemplo, durante o evento “A Queda dos Mutantes”, nos anos 80, quando liderou os X-Men até o retorno de Tempestade. Além disso, também comandou a X-Force montada por Ciclope e depois em outra formação, montada pelo próprio Wolverine. Apesar destes momentos, é consenso entre os fãs que o papel de líder não é muito a de Wolverine.
Um dos escritores da série Greg Johnson, explicou a situação. Inicialmente, Wolverine e os X-Men seria um desenho animado só de Wolverine. Depois de algumas discussões, os X-Men foram incluídos mas com o embargo da necessidade de Wolverine ser líder do time. Várias ideias foram sendo ouvidas, até que a vencedora foi de que com Xavier no futuro, sem estar de “corpo presente” com o time, e com Jean desaparecida, abalando Ciclope, Wolverine tinha o seu terreno para ser líder.
Porém, um fator positivo entra no jogo. Wolverine não foi um líder perfeito. Logan tem severas dificuldades em sua caminhada, sendo ineficaz ao tentar convencer demais mutantes a entrarem na sua causa, conduzindo os X-Men a missões com instruções erradas, perdendo Vampira no começo da história e se envolvendo em confusões pessoais. O grande mérito da liderança de Wolverine foi que ele escutou Xavier, que antecipava todos os males que estavam por vir, deixando Wolverine instruído para o que estava por vir. Além disso, com exceção de um único episódio, Wolverine esteve de acordo com o personagem dos quadrinhos, sem grandes alterações.

- Os episódios do Futuro
É praticamente unanimidade entre quem assiste Wolverine e os X-Men: Os episódios que se passam na linha temporal do futuro são espetaculares. Um grupo de mutantes refugiados são liderados por Xavier em pequenas missões que envolvem embates com os Sentinelas. Dentre os mutantes, destaque para Domino, Bishop e Medula. No fim, Wolverine aparece para ajudar o grupo com o auxílio de vários clones da mutante X-23. Nos últimos episódios, temos transições entre o que ocorre no presente e no futuro.

- Os episódios relacionados ao passado de Wolverine
Com exceção dos X-Men em Anime, todos os desenhos envolvendo os mutantes possuem episódios ligados a algum elemento do passado de Wolverine. Na série dos anos 90, tivemos episódios com a Tropa Alfa e o Time X, por exemplo. Wolverine e os X-Men não é exceção. O primeiro deles envolveu o Hulk, lembrando do primeiro embate entre os dois heróis, na época que Wolverine trabalhava para o governo canadense, uma honrável menção a primeira aparição de Wolverine nos quadrinhos, contando até mesmo com a participação de Wendigo. Os episódios da Arma X ficaram devendo, sendo pra mim o calcanhar de Aquiles da animação. A aparição de Maverick foi uma grata surpresa, mas as lutas com Dentes de Sabre foram bem decepcionantes, além dos enredos serem bem fracos e saírem do bom nível que a animação vinha tendo. O último episódio que faz alguma referência a vida de Wolverine é o que ele enfrenta o Samurai de Prata. Para os fãs das histórias de Wolverine no Japao, é um prato cheio.

- Emma Frost e Noturno

Dois personagens que com certeza roubaram a cena foram Emma e Noturno. Emma praticamente é a personagem mais importante dentro do enredo, agindo em duas frentes com os X-Men e o Clube do Inferno. A personagem contribui muito com o desenho através de sua personalidade, que não só dá muita singularidade a ela, como também realça as características dos demais personagens. Até eu que não sou muito fã dela, achei sua participação indispensável.
Noturno por sua vez é mais discreto, mas nos poucos episódios que aparece cumpriu muito bem seu papel. Em um deles, no sexto episódio, ajudou um grupo de mutantes que estava a bordo de um navio para Genosha, onde enfrentou a vilã Espiral. O mutante tem uma interação com a Feiticeira Escarlate muito interessante, no episódio onde ele chega em Genosha e na vingança de Mojo, após o confronto com Espiral.

- Os vilões
Os X-Men praticamente se veem no meio do fogo cruzado, enfrentando os humanos anti-mutantes e mutantes mais intolerantes, que acham na violência um meio de resolver seus problemas. O lado humano conta com o governo e a figura principal do Senador Robert Kelly. As forças da MRD, a divisão responsável por combater e prender mutantes são sua principal ajuda.

Do lado mutante, temos Magneto. O mestre do magnetismo lidera a nação de Genosha, um paraíso para os mutantes. Contudo, Erik mantém uma prisão de mutantes em Genosha, destinada àqueles que não se comportam adequadamente, algo que viria a comprometer a confiança do líder mutante ao longo do desenho.

A irmandade de mutantes não age em parceria com Magneto, mas sim por conta própria com uma promessa nunca cumprida de fazer parte dos planos do líder mutante. Composta por Domino, Avalanche, Groxo, Blob e Mercúrio, são os vilões mais recorrentes durante a animação.

O Clube do Inferno aparece no arco final do desenho, com o objetivo de controlar a força Fênix de Jean Grey. Apesar de ser curta, foi uma das participações mais importantes dentre os vilões da série.
Outros vilões também marcam presença com menos destaque, como Mística, Senhor Sinistro e Mojo.

A Segunda Temporada nunca feita

A estrutura do enredo seria muito parecida numa possível segunda temporada de Wolverine e os X-Men. Mas desta vez, ao invés de dominado por Sentinelas, ele seria dominado por Apocalypse. Diversas artes conceituais foram mostradas dando um gostinho do que estaria por vir numa segunda temporada, que infelizmente foi cancelada pela Marvel por questões financeiras.