Era o melhor dos períodos para começar a
ler Wolverine. Quando em julho de 2003 a nova contagem da mensal do mutante
começou, era “só” Greg Rucka que estava no posto de escrever o quadrinho.
Resultado? Um ótimo período, que foi até a 19 com o roteirista, na qual destaco
o arco “Coyote Crossing” como seu ponto alto. Depois, os fãs foram agraciados
com Mark Millar, que com dois arcos, Inimigo do Estado e Agente da Shield,
conseguiu manter o alto nível da mensal, colocando Wolverine para enfrentar
quase todo o Universo Marvel, e depois buscando vingança contra quem o capturou
e usou contra seus amigos.
Naturalmente que alguns anos mais tarde
que essas histórias sairiam aqui no Brasil, nas mensais. Por sorte, foi uma
época que eu estava acompanhando. Já tinha meu tempo de leitor, e a emoção de
esperar a próxima edição era uma sensação incrível. Porém, tinha um detalhe
interessante nas mensais que saíam em terras brasileiras. Diferente dos Estados
Unidos, aqui não compramos a edição apenas com uma HQ. Durante o período do
arco Inimigo do Estado, outras 3 histórias saíam junto com o número da mensal
de Wolverine. Uma delas, também envolvia o personagem, e foi a minissérie
Ladrão de Almas.
Despretensiosamente presente por 5 edições
enquanto Inimigo do Estado rolava pela mensal, lembrei que quando li, havia
gostado da história. Então, na ausência de muito material sobre esta
minissérie, resolvi reler e fazer uma crítica. E lá vamos nós!
Os autores
Começamos aqui com uma curiosidade. O
autor da HQ seria Akira Yoshida. Mas pesquisando sobre o trabalho deste autor,
até imaginando que o mesmo tivesse feito sua estreia em HQs de super-herói
nessa minissérie e que teria escritos obras como mangás por exemplo, acabei me
surpreendendo. Akira Yoshida na verdade era um pseudônimo para C. B. Cebulski.
E Cebulski não é qualquer um, já que hoje é o editor-chefe da Marvel. Yoshida,
segundo matéria do Comic Book Resources, não era só pseudônimo de Cebulski, mas
tinha inclusive até sua “história”, de um japonês que cresceu lendo mangás, e
aprendeu inglês através de quadrinhos de super-heróis. E por ser “japonês”, ele
teria o conhecimento e habilidade para trabalhar e dar voz a estes personagens.
Que foi justamente o que aconteceu em Ladrão de Almas, minissérie que se passa
no Japão. Aqui nos ateremos a crítica da história apenas, mas para quem quiser
saber mais, deixo aqui a matéria do CBR sobre o assunto, em inglês. É bom
avisar também que a matéria tem um conteúdo opinativo bem presente, então,
esteja ciente do que irá clicar.
Quanto ao artista, ele é Shin Nagasawa,
que desenhava mangás. O artista também fez trabalhos para cards de Pokémon.
A história
A premissa segue uma linha bem
características das histórias de Wolverine, com viagens despretensiosas até
locais bem característicos, que no fim, colocam o mutante no meio de um
problema bem maior. Indo visitar sua filha adotiva Amiko no Hina Matsuri**, uma data
que quer dizer “Dia das Meninas” no Japão, Wolverine encontra Yukio, já velha
conhecida. Após um jantar com Logan, ela diz que está portando um artefato
muito antigo (roubado), e que fica ouvindo uma voz feminina todo os dias. Os
dois vão até Kenichiro, um amigo de Logan que entende de misticismo. Ken fica
extremamente nervoso ao ver o artefato. Ele diz que dará dois dias para
preparar o necessário para desfazer a maldição, e dá um artefato a Logan para
protege-lo. Alguns ninjas aparecem no local e durante a luta, Kenichiro acaba
morto. Wolverine entra em contato com o artefato que Yukio falou e tem uma
visão de duas mulheres em confronto.
Na segunda parte, Logan resolve ir até o
local que teve a visão. Lá, depois de um amplo reconhecimento, ele parte para a
busca. Inicialmente ele acha uma das garotas da visão, sendo protegidas por
monges. Depois de uma quase luta, os monges esclarecem que são protetores da
moça. Os mesmos ninjas que mataram Ken aparecem de novo, e os monges dessa vez
esclarecem: eles são os defensores da outra mulher da visão. Wolverine derrota
todos os ninjas e leva a garota para casa. O nome dela é Mana, e Logan põe o
colar nela, que acorda, enfurecida, já que não só ela recuperou sua alma, mas
sua irmã, Hana, também.
Faço uma pausa na história para falar um
pouco da arte. Nagasawa funciona muito bem nas cenas de ação, que são claras e realmente
trazem dinamismo a história. Em contrapartida, nos diálogos, o autor deixa
muito a desejar nas expressões faciais, que dificilmente estão de fato
expressando aquilo que os personagens estão dizendo. Na primeira edição por
exemplo, a conversa merecia mais atenção do leitor, e o artista não conseguiu
convencer tanto. Em contrapartida, a segunda edição teve mais ação e Nagasawa
brilhou. Um detalhe interessante é que na ação, ele consegue passar muito bem
que Wolverine está “se divertindo”, justamente pelas expressões faciais que ele
não conseguiu render tão bem nas conversas.
A terceira parte da minissérie é a
esclarecedora da história. Mana conta para Wolverine a respeito da Ordem de
Shosei, que protegia a região local por mais de 800 anos de diversas ameaças.
Mana é de uma linhagem de sacerdotisas, que lideram essa proteção, sendo ela, a
última. Sua história com Hana envolveu uma disputa para ser sacerdotisa, que
Mana venceu. Hana contudo, não se daria por vencida. Ela usou de magias
proibidas para tentar tomar controle da ordem, liberando um demônio de
Ashurado, que a controlava e revivia os mortos como zumbis. O demônio se
chamava Ryuki e se alimentava de mortos-vivos. Ryuki se viu capaz de abrir um
portal na ponte de seis reinos, e ir do inferno a Terra em seu próprio corpo.
Então, Mana fez o sacrifício final e aprisionou sua alma, a de Hana e a de
Ryuki em seu colar. Wolverine se frustra com o ocorrido. A situação ainda fica
pior pois o local onde Hana está tem diversos corpos enterrados que servirão
para aumentar seu exército. Logan questiona Mana que os corpos deveriam ser
cremados, e Mana responde que no local, criminosos foram enterrados, sem
merecer a honra da cremação. Para o combate, Mana faz um processo de
purificação em Wolverine. O ponto mais alto da narrativa é aqui, com o
conhecimento do contexto no qual Logan está inserido, com Mana, Hana e a ordem
Shosei.
No quarto número, penúltimo da minissérie,
o foco é quase que total na ação. Wolverine enfrenta os zumbis. No templo Toji,
enquanto Mana visita Oinari, uma Raposa de cabelo prateado, que tem a resposta
para vencer Ryuki: ouro. Hana propõe que Wolverine e Mana entreguem a espada de
sangue, caso contrário, a Terra sofrerá. Local dado, Hana foge. Mana explica
que é a espada de sangue faz parte de um cerimonial dos Shosei, e que tem o
sangue das ancestrais e parte de suas almas na lâmina. As almas serviriam para
que Hana abrisse o portal até Ashurado. A proposta foi feita por uma razão:
para que as almas se libertem, é preciso ordem de Mana. Mana dá a espada a
Logan e é hora de resolver as coisas.
Estamos próximos do fim. Durante a batalha
final contra monstros gigantes que vão sendo dilacerados por Wolverine, o
roteirista escolhe uma saída um tanto clichê: Hana detinha Yukio e Amiko como
reféns. Sabemos da natureza protetora de Logan que aceita a oferta de
libertação das duas dando a espada. Porém, Hana trai Logan e diz que irá mata-las,
sendo impedida por Mana. As irmãs lutam novamente e Mana faz sua magia final:
transforma as garras de Wolverine em ouro, que é a fraqueza de Ryuki. O demônio
é facilmente derrotado. Ao final, Amiko revela que consegue ouvir as almas das
espadas, fazendo Mana suspeitar que ela seja da linhagem dos Shosei.
Não houve nenhuma necessidade de
fechamento de arco em termos de personagem dentro da história, com seu foco
sendo quase que exclusivo na ação. A arte tem justamente seu destaque na parte
da ação, então realçou seu foco. A releitura foi agradável, embora não seja
nada especial em termos de escrita, tem seus méritos e é digna de lembrança.
Interessante ressaltar também que as artes de capa são muito bem feitas.
** O Hina Matsuri
O Hina Matsuri é celebrado no
dia 3 de março, sendo o Festival das Bonecas e o Dia das Meninas. As bonecas
ficam dispostas em um altar da mesma maneira durante dos os anos, conforme a
imagem.
A origem veio durante o
Período Heian, onde antigamente, acreditava-se que as bonecas tinham o poder de
conter maus espíritos. Como a história Ladrão de Almas também está ligada a
almas e espíritos, me parece que a escolha da data para se passar a história
foi proposital. Uma boa sacada do escritor.
Logan é o décimo filme da
franquia X-Men comandada pela Fox, sendo o terceiro do personagem Wolverine. O
filme foi dirigido por James Mangold, contando com aproximadamente 2 horas e 15
minutos de duração. O filme foi cercado de uma expectativa muito grande, devido
ao anúncio de Hugh Jackman que seria seu último filme interpretando o
personagem depois de 17 anos. Além disso, os trailers foram muito comentados
pelas redes sociais e as críticas estão elogiando este filme como nenhum outro
da franquia X-Men, com inclusive, uma aprovação neste momento de 94% no site
Rotten Tomatoes, que contém reviews de vários sites. Até mesmo a imprensa
brasileira, que claramente tem “um lado” na hora de avaliar os filmes, aprovou
Logan como um dos melhores filmes de heróis de todos os tempos.
***MUITOS SPOILERS ABAIXO
O filme já manda o seu
recado ainda na primeira cena. Logan sai do porta malas de seu carro, que havia
sido roubado por mexicanos. Logan não só se apresenta muito cansado, como
também anda mancando. Depois de levar um tiro a queima roupa, resolve brigar.
Quando ativa suas garras de adamantium, uma delas não sai por completo. Apesar
de debilitado, o herói mata todos os bandidos.
Logan é o primeiro a ser
apresentado no filme, e vemos que além de toda essa luta contra seus poderes,
ele tem trabalhado como motorista. Em um de seus trabalhos, ele levou uma
família a um funeral e foi abordado por uma mulher mexicana chamada Gabriela,
que queria ajuda, Logan recusa e a ignora no restante da cena. Ainda voltaremos
para ela. Logo depois, Logan vai até um hospital coletar um remédio, quando é
abordado por um dos principais vilões do filme, Pierce. Com braço mecânico,
Pierce diz que Logan foi abordado por Gabriela e pede ajuda para pegar de volta
algo “de responsabilidade dele”. Apesar da ameaça, Logan prefere ficar fora
disso.
Depois dessa introdução,
ele vai até sua casa, num deserto no México. Logan vive em uma casa velha, que
possui uma caixa d’água virada também no terreno. Na casa, está Caliban,
mutante que tem a capacidade de rastrear outros mutantes. Caliban tem uma
grande aversão a luz e constantemente questiona Logan com relação ao Professor
Xavier, e o tratamento que está tendo. Então, na cena seguinte, vemos Xavier. A
cena é no mínimo, incômoda. Xavier está tendo alucinações, não reconhece Logan
e reluta para tomar os remédios que controlam suas convulsões. Depois de
encarar uma mente instável, Logan consegue estabilizar o professor. A cena é
espetacular, demonstrando bem a desesperança da vida deles, e com Xavier extremamente
chateado com Logan por ter perdido a vontade de viver, e por não acreditar que
ele está se comunicando com uma mutante que está precisando de ajuda. Uma carga
já fortíssima que é carregada para o resto do filme.
Logan então é contatado
para um serviço, e acaba descobrindo que é na casa de Gabriela. Lá, ela dá
detalhes sobre a situação, e diz que Pierce quer a garota, e pede ajuda
desesperadamente. Logan só aceita quando Gabriela adianta um grande pagamento
para que Logan faça o transporte da garota. Logan então volta a sua casa apenas
para avisar que fará o trabalho e irá ficar fora por uns dias. Quando retorna a
casa de Gabriela, ela está morta. Logan então volta mas ao chegar em casa,
Caliban descobre que alguém veio na mala do carro do mutante, que tinha uma
bola de plástico e uma mochila. Pierce chega até o local perguntando da garota,
Logan diz que não sabe, até que Pierce é acertado na cabeça por um cano de
metal, arremessado pela garota. Logan pede para que Caliban desove o corpo e
volte.
Xavier então diz a Logan
que é a garota de que ele falou, de nome Laura. Os três ficam na espera
enquanto Logan tem um primeiro atrito com Laura, onde vemos a primeira pista da
semelhança entre os dois, um temperamento forte. Caliban é surpreendido por Pierce,
que acorda e faz ele de refém. Com ajuda dos Carniceiros e da Polícia Federal
Mexicana, eles vão atrás da garota novamente. Eles neutralizam Logan, mas não
conseguem parar Laura. A jovem garota libera suas garras e começa uma luta
violenta, que termina com a fuga dos três. A cena é muito bem coreografada,
especialmente as lutas de Laura, que salta o tempo inteiro e demonstra que
realmente foi criada para ser uma assassina. A violência é brutal, com cortes
estando bem claros diante das câmeras além de acidentes bem graves, como um
corpo arrastado e um atropelamento por trem. Começa então oficialmente, uma
viagem dos três com um suposto destino em comum, o chamado “Éden” mutante,
apesar da relutância de Logan em acreditar.
Logan e Xavier assistem
um vídeo do celular de Gabriela e descobrem o contexto das coisas. Uma
organização chamada Transigen trabalhou em um projeto onde crianças eram
criadas a partir do DNA de mutantes, para se tornarem soldados. Seus poderes
eram variados, mas elas se revoltavam diante do controle imposto pela
organização. Quando a bateria do celular acaba, os três param em um posto. Duas
cenas de Laura demonstraram muito bem as características da personagem. A
primeira, é ela brincando num cavalinho ao lado da loja de conveniência do posto,
que quando ele para de funcionar, ela quer agredir o brinquedo. Depois, ela
resolve pegar um refrigerante, batata Pringles e um óculos de sol, sendo
abordada pelo dono da loja e depois também tentando agredir ele, mas impedida
por Logan. Ali vemos que Laura é resultado dos experimentos e do cativeiro que
ficou, sendo capaz em cenas atrás de dilacerar inimigos, mas nessa, agindo como
uma criança comum, encantada com tudo aquilo que não conhece.
O trio se dirige a um
hotel em Las Vegas, localizado em um casino. Depois de uma compra de roupas
novas, Xavier está assistindo ao filme “Os Brutos Também Amam”, com Laura
ouvindo o que ele tem a falar e brincando na sua cadeira de rodas elétrica.
Logan então vai lendo os arquivos de Gabriela e vê que Laura foi feita pelo seu
DNA, o que já era notório mediante os poderes e comportamento da jovem. Então,
em meio aos arquivos, ele acha HQs dos X-Men. Logo depois, vai pagar uma moral
para Laura, dizendo que aquilo aconteceu em partes, e não daquele jeito.
Inclusive, Logan se ironiza, dizendo que um marrento de collant amarelo não
resolve as coisas.
O velho mutante sai à
procura de um novo carro para continuar a viagem. Durante a troca de pneus, ele
vai até um bar e resolve ler um pouco as HQs. De repente, ele percebe que as
coordenadas do Éden mutante eram idênticas ao do Éden mutante citado nas
histórias em quadrinhos. Isso irrita Logan, que agora mais do que nunca,
acredita que isso é uma mentira.
Quando Logan volta, nota
uma movimentação estranha no hotel, os Carniceiros estão lá. De repente, o
mutante é afetado mentalmente, assim como todos a sua volta. Xavier estava
sendo atacado pela milícia e estava tentando se defender. Logan com muito
esforço vai até o quarto, mata todos ali presentes e estabiliza Xavier. A cena
é muito boa, com um capricho enorme nos efeitos especiais e principalmente, nos
efeitos sonoros, que passam a sensação de desorientação provocada pelos poderes
de Xavier.
O doutor Zander Rice
aparece pela primeira vez no filme, tentando convencer Caliban a ajuda-lo,
acreditando que Caliban sempre deixa os Carniceiros um passo atrás do que tem
que ser feito. De volta a estrada, mais discussões entre Logan, Laura e Xavier,
até que eles quase sofrem um acidente, que acaba afetando um carro de uma
família, que estava transportando cavalos. Os cavalos se espalham pela estrada
e Xavier cobra de Logan que ajude a família. Relutante, Logan para o carro e
vai ajuda-los. Após terem sido ajudados, a família dos Munsons, como são
identificados, oferece casa e comida aos mutantes. Logan não quer, mas é
forçado por Xavier.
Essa cena na casa dos
Munsons já havia chamado a minha atenção durante os trailers, pois já esperava
alguma coisa especial com relação aos personagens. E não deu outra. Laura sem
modos a mesa sendo repreendida por Logan o tempo todo, referências ao tempo que
Xavier era diretor de escola, com ele ironizando o quanto Logan era mal aluno.
É praticamente o primeiro momento de risadas dos personagens, mediante a todo o
sofrimento construído pelo filme.
Então, surge o primeiro
problema, a água da casa é cortada e Will Munson resolve ir resolver o
problema, que envolve pessoas que são donas de parte da propriedade. Logan vai
com o homem para ajudar. Xavier então fala para Logan algo antes dele sair,
dizendo para que ele aproveite aquele momento, que é como uma vida em família
deve ser. Logan responde que isso não existe mais, e que o mundo não é como era
antes. Ainda na casa, temos uma cena hilária de Laura ouvindo música no celular
do filho da família, Nate Munson.
Logan e Will se envolvem
numa pequena confusão com os donos da propriedade, mas conseguem resolver seu
problema por hora. De volta a casa, Xavier vê Logan entrando no quarto, e pede
para que ele deixe Laura dormir mais um pouco. Enquanto isso, Xavier nos faz
uma revelação. Ele se lembra do que aconteceu na mansão dos X-Men em
Westchester, ele que matou a todos os mutantes que lá estavam, e se
conscientizou do porquê de Logan não contar a ele sobre isso. Porém, quando ele
vira, é furado no peito, não por Logan, mas por seu clone. Laura parte
desesperada para lutar contra o clone, que a captura e mata mãe e filho da
família Munson. Quando Logan chega com Will, eles ouvem tiros e entram na casa.
Will é ferido pelo clone, que finalmente encara Logan. A encarada é tensa, e
Logan resolve ir atrás de Xavier para salvá-lo, mas sem sucesso.
O clone de Logan vai
levando Laura até Zander Rice, o chefe da Transigen, quando é abordado pelos
donos da propriedade, que não sabe que ele é o clone. Todos eles são brutalmente
assassinados. Rice pede para que os Carniceiros o ajudem, Logan se aproveita da
oportunidade e começa uma luta violenta contra seu clone. Para Logan, é
difícil, pois seus cortes são rapidamente curados, mas os que sofre, ficam lá o
afetando. Depois de quase ser morto, o clone é atropelado por Will, que dá 3
tiros nele, paralisando-o temporariamente. Will morre. Logan pega Laura e sai
com ela da fazenda.
A cena em que Logan
enterra Xavier demonstra bastante a dificuldade do personagem de lidar com os
problemas. Ele mal consegue falar alguma coisa e resolve deixar pra lá. O carro
de Logan dá problema e ele destrói grande parte do carro, tomado por fúria.
Ali, todas as frustrações não só do filme, mas de sua vida, foram despejadas.
Uma cena espetacular que confesso, não consegui rir por simpatizar ao
sofrimento do personagem. Depois que ele desmaia, Laura rouba um carro e leva
Logan para um médico em uma cidade na beira da estrada. Logan obviamente, não
quer ficar com medo de um ataque e parte. No carro, ele agradece a Laura que
enfim solta suas primeiras palavras: “de nada”. Logan se assusta e grita com a
garota, o que foi a palhaçada dos últimos tantos mil quilômetros, que ela não
falava nada. Nada mais justo que ela também descontasse o sofrimento dela nele,
reclamando que ele só grita, a insulta e não a deixa fazer nada. E começa uma
discussão áspera, com direito a soco na cara, para que Logan a leve para o Éden
mutante. A interação entre os dois aqui foi tão boa quando a das lutas,
demonstrando realmente o quanto os personagens são parecidos, mas com ela tendo
ainda uma esperança, enquanto ele já não acredita em nada.
Durante a viagem, Logan
dorme no volante constantemente, até que quando ele resolve dormir a pedido de
Laura, ela mesmo dirige até o local. Chegando lá, não era necessariamente o
Éden mutante, mas sim um ponto de encontro. Todas as crianças dos arquivos
estavam lá. Elas ajudam Logan a se curar com um soro feito para aumentar a
capacidade dos poderes mutantes, feito pela própria Transigen. As crianças
resolvem partir no outro dia, contra a vontade de Logan que diz que pode dar
errado, já que toda vez que ele no filme acatou uma espera, acabou sendo
descoberto.
Outra cena muito
interessante nesse momento do filme foi a inconformidade que Laura tem ao saber
que Logan não irá com eles para o Éden mutante. Apesar de todos o tratamento
nada amigável de Logan, ela ainda se importa com ele. E parte desse carinho
todo vem também a pedido de Xavier, que disse a Laura que ele pensava em se
matar, com uma bala de adamantium que guardava no bolso. A cena é espetacular,
pois praticamente fecha de vez o quanto o clima realmente está péssimo para
Wolverine durante todo o filme.
No outro dia Logan acorda
e as crianças já haviam partido. Elas deixaram uma última dose do soro caso
Logan viesse a precisar. Quando ele enxerga a distância tropas da Transigen
pela floresta, decide ir atrás deles porque obviamente, estão tentando
interceptar as crianças.
Na floresta, elas tentam
fugir, resistir, mas apesar de lutarem acabam sendo pegas uma a uma com exceção
de Laura, que segue lutando e resistindo. Quando ela é cercada, Logan chega.
Sob efeito do soro, o estrago é total. Logan e Laura vão resistindo
constantemente, matando todos a sua frente. Então, o soro começa a perder
efeito. Logan então é confrontado por Rice. Nessa cena temos a revelação de que
ele foi responsável pelo que aconteceu com os mutantes, e que fez isso para que
os próximos que nascessem fossem oriundos apenas do seu projeto, controlando
assim seu próprio exército mutante. Logan mata Rice a queima roupa com um tiro.
Pierce solta o clone de Logan, X-24, e a luta começa. As crianças mutantes
conseguem neutralizar Pierce, enquanto Logan é mortalmente ferido por X-24.
Laura chega e acerta um tiro em cheio com uma bala de adamantium no clone.
Então, temos a épica cena
de diálogo final entre Logan e Laura. Logan teve sua vida destruída pelo
programa Arma X, que ao tentar transformá-lo em uma arma viva, tirou dele uma
possibilidade de uma vida normal. Todo esse sofrimento ao longo do tempo fez
com que Logan perdesse a fé nas coisas, na família, de que realmente poderia
ter uma vida normal. Sua descrença fez com que sua ida ao Éden fosse atrasada
constantemente. Além disso, se negou a sua própria família, dizendo a Laura que
não iria com ela para o Éden, ela que saiu de seu DNA e era praticamente sua
filha. Laura a chama de pai na cena, o que aumenta mais ainda o peso da cena. Acrescentando
a isso, duvidei muito da ideia de um X-24, e que isso poderia funcionar. Mas,
funcionou. Ali, Logan confrontou seu passado, de assassinato, conhecendo apenas
a violência, que no fim, acabou também tirando sua vida. Depois de tudo isso,
sua vida enfim, chega ao fim. Mangold fecha o arco do personagem de uma forma
magistral e emocionante. Durante o enterro, Laura cita a frase do filme que ela
viu com Xavier, uma mensagem sobre como o homicídio é algo que você não pode
mais voltar, e que tudo que resta agora são rótulos. Não tem mais armas no
vale, avise a sua mãe que está tudo bem.
Por que esse filme é
espetacular?
O enredo do filme é bem
construído para permitir que os personagens cresçam ao longo da trama, pois o
foco são eles, mais do que a história em si. Hugh Jackman, Dafne Keen e Patrick
Stewart atuaram de forma espetacular. Jackman é o Wolverine definitivo, e tendo
o personagem como meu favorito, digo: é insubstituível. O personagem pode
terminar no cinema com esse filme tranquilamente. Jackman já havia
proporcionado um trabalho infalível em Wolverine Imortal no aspecto
lutas/personalidade, e em Dias de um Futuro Esquecido, interagindo ao melhor
estilo Wolverine com Xavier, Magneto e Fera. Esse filme é a cereja do bolo que
faltava, um filme de Wolverine que é de fato, incontestável. A forma de falar,
de andar, de lidar com as coisas e claro, as lutas, mostram que aquilo que
vimos no cinema, é o Logan das histórias em quadrinhos vivo, se mexendo ali na
nossa frente. É uma perda irreparável para a franquia da Fox.
Dafne Keen é X-23 no
filme, e podia ser pra sempre. Sim, a cronologia da Fox tem problemas de
consistência, mas agora, não consigo querer outra coisa senão que haja alguma
viagem no tempo para trazer ela para a cronologia do presente. A atriz fez seu
primeiro filme na vida, e destruiu como X-23. Ela consegue dizer muita coisa
nas suas primeiras cenas sem simplesmente falar uma palavra. E quando fala,
rendeu grandes momentos de humor e de seriedade para a trama.
Xavier está bem diferente
do habitual, mas condizente com o que o filme propôs enquanto mundo.
Debilitado, mas ainda com aquele elemento que caracterizou o personagem dentro
do universo dos filmes mutantes, a esperança.
As cenas de ação ganharam
muito com a permissividade de uma censura alta. Não dá pra imaginar esse filme
sem a censura para maiores de 18 anos. Sim, semana passada escrevi aqui no blog
que Wolverine não precisava de violência pra ser legal, mas também não neguei o
fato de que elas ajudam bastante, já que um de seus poderes mais marcantes
visualmente falando são as garras de adamantium.
Agora, vamos voltar
nossas atenções para o quanto as HQs influenciaram a trama. É sabido que O
Velho Logan, de Mark Millar e Steve Mcniven foi a principal fonte do filme. É
também sabido que adaptar esta história era extremamente difícil, pois grande
parte dos personagens que interagem com Wolverine estão no universo
cinematográfico da Marvel. Então, esperava apenas uma ideia, de um Logan velho
e descrente da vida. Mas acabou que outras coisas também se fizeram presentes,
como por exemplo, essa criação de um exército mutante, extremamente similar a
tentativa do Gavião Arqueiro de remontar os Vingadores com o soro super
soldado.
Uma coisa sem dúvida, o
filme fez melhor que os quadrinhos, que foi Logan realmente ser velho. Na hq,
Logan parece ainda no auge, só que de cabelo branco, pois matar quem ele matou,
como Caveira Vermelha e toda a gangue Hulk não demonstra muita limitação em
seus poderes. Quanto ao clima da HQ, temos sim muitos desertos e estradas, mas
sem o domínio de super vilões em cada região dos Estados Unidos, o que para o
filme não funcionaria nada bem, mediante a sua proposta mais voltada para a
intimidade dos personagens. Por fim, é bom salientar que é um filme que desafia o gênero. Ele é algo novo para o cinema de super heróis. Não temos cenas pós-créditos, piadas infames nos piores momentos possíveis, e nem mesmo vilões espetaculares. É um filme sobre personagens, que permite muito bem ao diretor fazer aquilo que bem entende enquanto um filme, sem intervenções que acabam por tirar o foco da qualidade do filme, como junção de universos, filmes futuros e até mesmo venda de bonecos.
O que poderia ter ficado
melhor?
No fim, talvez um
trabalho um pouco mais dedicado aos vilões. Creio que para o que o filme quis
fazer, eles foram mais do que suficientes. Mas fazer revelações importantes
serem tão repentinas, como fato de Rice ter sido responsável pelo “fim” da raça
mutante, poderia ter sido feito de outra forma. Mas é um mero detalhe, num
filme cheio de acertos. Uma observação necessária - Tem sido um mantra da imprensa repetir que Deadpool foi o grande responsável por Logan ser como foi. E que satisfação ver que não foi absolutamente nada disso. Quando Jackman e Mangold entraram em contato com a Fox, Deadpool sequer havia sido lançado ou filmado, e menos ainda, tido o resultado positivo na bilheteria. Portanto, a Fox realmente teve uma certa coragem ao permitir que isso acontecesse. Para quem duvida, assista a entrevista com o canal Jovem Nerd, onde Jackman afirma isso que falei.
Acompanho as histórias em quadrinhos do
Wolverine (e também dos X-Men) desde 2003. Na época, o filme X-Men 2 me
despertou um interesse muito grande para conhecer mais sobre o personagem e
aquele universo. Então, naturalmente, a transição dos filmes para as hqs foi
muito rápida. Naquela época, uma coisa já havia me surpreendido, que era uma
maior permissividade da violência dentro dos quadrinhos, principalmente se
compararmos com os desenhos animados, que são limitados por questões de
censura.
Quando nós olhamos um personagem como
Wolverine, com garras de adamantium, fator de cura e temperamento forte, logo
de cara associamos que ele é um personagem dependente da violência. Ora, se ele
tem garras, ele corta pessoas. Se ele tem cura, faz sentido ele se ferir para
vermos o dito poder em ação.
Porém, diversas adaptações conseguiram
trazer o Wolverine de forma correta, respeitando o material base, sem
necessariamente trazer a violência junto com o personagem. Portanto, nesta
matéria, veremos um pouco dos dois lados, como o Wolverine ganha (e muito) com
violência, da mesma forma que ele não necessariamente precisa dela para brilhar
enquanto um grande personagem.
Os jogos, as HQs e até desenhos: Como a
violência colaborou para o personagem
A primeira coisa que me vem à mente quando
associo Wolverine a violência, é o jogo X-Men Origins: Wolverine, mais
especificamente, a versão lançada para os consoles da sétima geração, PS3, Xbox
360 e claro, o PC. Essa edição tinha o subtítulo de “Uncaged Edition”, por se
tratar da versão principal do jogo do filme (já que haviam versões pra outros
consoles, como o 3DS e o PS2). O denominador comum das críticas foi que o jogo
era muito melhor do que o filme, mesmo que a história do jogo fosse idêntica,
com exceção da adição de um capítulo envolvendo sentinelas e mais detalhes
sobre o dia-a-dia do Time X na África.
Então o que fez as pessoas serem mais
condescendentes, digamos assim, com aquele Blob, aquele Deadpool e demais
saídas de roteiro? A violência. O jogo continha finalizações brutais contra os
seus adversários, incluindo arrancar a cabeça do piloto de helicóptero na
própria hélice, além de finalizações específicas para alguns tipos de inimigo.
O combate brutal é um dos melhores já feitos dentro dos jogos, extremamente
dinâmico, responsivo, e ao mesmo tempo, propositivo em relação aos inimigos. A
violência fez com que as pessoas vissem o personagem de uma forma mais “bad ass”,
diferente do que vinha sendo feito dentro dos desenhos e até mesmo no filme,
pois embora Wolverine fure as pessoas, tudo é muito discreto.
Quanto as hqs, os exemplos para violência
não faltam, temos Velho Logan, a própria série Max, dentre outras. Todas elas
com uma carga de violência relativa, que faz algumas cenas, como essa do Logan
contra o Hulk na última edição da saga, se tornarem icônicas.
E quando o Wolverine não tem violência?
Será que o personagem perde bastante?
A primeira coisa que me incomoda quando
falam que o Wolverine é pesadamente dependente de violência, é quando penso na
série animada dos anos 90. Lá, Wolverine não derramou uma gota de sangue dos
seus inimigos. Nem por isso, os fãs deixaram de se divertir com o personagem,
que figurava entre os mais populares do desenho. Diversos vídeos inclusive, são
feitos relembrando as grandes frases, e não as grandes lutas, do personagem,
como podemos ver abaixo.
Além disso, se formos as origens,
Wolverine não tinha muita violência atrelada a ele em suas histórias iniciais.
Nos X-Men, a maioria das cenas mais brutais eram cortadas para o espanto dos
membros da equipe ao vê-lo fazendo tal coisa, ou contavam com a cor uniforme,
disfarçando a violência, como foi na lendária Uncanny X-Men #133.
Indo um pouco mais adiante, o próprio das
mensais em 1988, com foco em Madripoor, também não tinham altas doses de
violência, onde o investimento ficava mais na criatividade e no personagem do
que necessariamente nas lutas. Obviamente, que com o passar do tempo, algumas
histórias foram ficando mais permissivas com relação a violência.
E onde eu quero chegar com isso?
O que me incentivou a escrever esse texto
foram as críticas recentes sobre o vindouro filme Logan. Muita gente tem focado
em o quanto a violência colaborou para o filme, sendo que ao mesmo tempo, muita
gente fala que o aspecto adulto da obra cinematográfica não está atrelado só a
isso, mas ainda assim, ficam massificando “violência violência violência”. Não
vi o filme ainda, mas tenho certeza que, da mesma forma que não é o extremo de
que a violência foi vital, também não é o outro extremo de que ela foi
supérflua. Lógico que o sangue, os cortes, ou até mesmo desmembramentos
acrescentam um aspecto mais legal e realista para o personagem, mas tratar isso
como a única coisa que faltava para ele no cinema (e isso vale para outras
mídias também) me soa como um exagero, principalmente já considerando exemplos
citados aqui de que o personagem conseguiu render muito bem sem necessariamente
arrancar de sangue de ninguém.
Nesta matéria, tratarei dos filmes solo do
personagem Wolverine, não só os dois já lançados no cinema, mas também fazer
uma “prévia” de Logan, que será provavelmente, o último filme de Hugh Jackman
interpretando o personagem. Então, comecemos.
X-Men Origens Wolverine
X-Men Origens Wolverine é um filme de
2009, sendo o quarto filme da franquia X-Men e o primeiro solo de Wolverine. A
Fox ficou encarregada da produção, tendo sido dirigido por Gavin Hood. A ideia
era contar os dias de Wolverine antes de entrar para os X-Men.
Hqs que serviram de inspiração
- Origem
Origem foi uma minissérie de 6 números,
lançada em 2001. Três roteiristas partilharam a autoria, sendo eles Bill Jemas,
Joe Quesada e Paul Jenkins. O artista foi Andy Kubert, com cores de Richard
Isanove.
A minissérie se passa por completo no
século XIX, onde vemos Wolverine ainda criança, e sendo chamado de James
Howllet, seu nome de batismo. Além de, obviamente, seus pais, somos
apresentados a outros personagens, como o Cão e seu pai, Logan, que é
coincidentemente muito parecido com o Wolverine mais velho, já conhecido do
público.
Depois do assassinato do pai de James por
parte de Logan, o poder de Wolverine desperta, garras de osso. Ele mata Logan e
foge de casa com Rose. Ao fugir, chegam num local para trabalhar, onde James e
Rose descobrem que ele possui outro poder: fator de cura. Seu nome é mudado
para Logan, para que não fosse reconhecido como um membro da família Howllet.
Na minha opinião, é uma hq mediana, que
cumpriu seu papel de contar os dias iniciais de Wolverine, ao mesmo tempo que
no fim acabou apelando para situações muito previsíveis, que poderiam ter
desfechos mais satisfatórios.s grandes perdas de sua vida.
- Arma X
Nesta hq, somos apresentados a Logan, um
homem atormentado que acaba sendo sequestrado por uma misteriosa organização.
Mal sabia ele que sua vida mudaria para sempre. Logan é submetido a um teste
que levará suas habilidades mutantes ao extremo, na tentativa de um grupo de
cientistas de torna-lo a arma perfeita, fundindo adamantium em seus ossos e
tentando controlá-lo.
Além de Logan, temos personagens novos,
como os três principais cientistas responsáveis pela experiência: O Professor,
Carol Hines e Dr. Cornelius. Também foi uma das primeiras hqs a realmente
tentar algo concreto com a origem de Wolverine, neste caso, a origem de suas
garras e esqueleto de adamantium.
Ao contrário de Origem, Arma X é um
clássico. O trabalho de Barry Windsor-Smith é fantástico ainda para os dias de
hoje, principalmente no que diz respeito a arte.
- O Time X
O Time X era um grupo de operações
especiais que trabalhava para a CIA, composto por Wolverine, Dentes de Sabre,
Mastodon, Maverick, Major Arthur Barrington, Raposa Prateada, Noel Higgins,
Aldo Ferro e John Wraith. Essa equipe apareceu em algumas histórias de
Wolverine, em especial na sua mensal que começou em 1988, geralmente remetendo
ao passado do mutante, que teve várias pequenas “pistas” ao longo desses anos.
O Filme
- Enredo
No início de X-Men Origens Wolverine,
temos uma situação muito parecida com a da hq. O pai é assassinado, James reage
e mata o assassino. Porém, o assassino tem aparência semelhante a Dentes de
Sabre e diz ser pai de James. Ele foge com o Cão, que, na verdade, é Victor
Creed, o Dentes de Sabre. Essa foi a primeira mudança em relação aos
quadrinhos, já que Cão não é Dentes de Sabre, e sim um personagem próprio.
Wolverine e Dentes de Sabre fogem juntos e
lutam diversas guerras ao longo do tempo. Até que são contatados por William
Stryker, que quer fazer uso de seus poderes para montar uma equipe de mutantes
que trabalharia para o governo. Aqui já vemos severas diferenças para o
material original. O Time X tem Blob, Deadpool, Bradley, Agente 0 (que seria o
Maverick tecnicamente) e John Wraith. Alguns já tinham no material base, como
Wraith, Logan e Dentes de Sabre, mas outros nem sonhavam em estar no time, como
Blob.
Stryker quer achar um metal raro chamado
Adamantium. Depois de muita matança, Logan vê que aquilo não era para ele, em
virtude da quantidade enorme de assassinatos, abandona seu irmão e resolve
seguir uma vida de paz. Essa vida é trabalhando como lenhador e namorando
Kayla, que em teoria, seria a Raposa Prateada. Kayla é mutante, com o poder de,
ao tocar as pessoas, fazê-las atenderem aos seus pedidos.
Então, depois de um tempo Stryker aparece
e pede para que Logan volte ao time, alegando membros do Time X estavam sendo
assassinados. Wolverine recusa. Depois de uns dias, ele encontra sua esposa
Kayla morta, e pelas pistas, deduziu que Dentes de Sabre foi o responsável.
Wolverine o encontra num bar e é facilmente derrotado.
Resgatado por Stryker, Wolverine ainda
suspeita dele. Porém, aceita a oferta de ter sua vingança. A oferta nada mais é
do que se submeter ao processo de injetar adamantium em seu esqueleto.
Wolverine sobrevive ao processo, graças ao seu poder de cura, e resolve fugir
quando descobre que Stryker tentou apagar o seu cérebro. Ele vive um dia em uma
casa habitada por um casal de idosos. No outro dia, Stryker ataca a casa e
assassina o casal. Porém, sem sucesso com Wolverine, que os ameaça de morte.
Wolverine encontra John Wraith, ex-membro
do time X e Blob. Após uma luta, Blob revela que Gambit pode dar a Wolverine as
informações necessárias para ir atrás de Stryker. Logan vai até Gambit e acaba
também confrontando Dentes de Sabre. Depois de muita briga, Gambit é convencido
de ajudar Wolverine.
Chegando até o local de Stryker, Wolverine
descobre que Kayla está viva e que sua morte foi forjada para que ele se submetesse
ao processo de injetar adamantium. De coração partido, Logan sai, mas retorna
quando vê que Stryker ordenou matar Kayla. Logan derrota Dentes de Sabre e
parte em busca para salvar os mutantes presos por Stryker, dentre eles, rostos
conhecidos como Ciclope, Emma Frost e Mercúrio.
Então, Stryker usa sua última arma: O “Deadpool”,
que nada mais é do que o Wade Wilson do início do filme, com todos os poderes
de outros mutantes. Logan o derrota com ajuda de Dentes de Sabre. Enquanto
isso, o Professor Xavier vai até o complexo e ajuda Ciclope e os demais
mutantes a escaparem. Após uma grande destruição, o confronto de Wolverine com
Stryker acaba mal, com Logan perdendo a memória depois de levar dois tiros na
cabeça, de balas de adamantium. Kayla usa seu poder para fazer Stryker andar até
não poder mais e sair do local. Wolverine só consegue ser lembrado por Gambit
que seu nome é Logan, e chegamos ao fim do filme.
O que deu certo:
- A primeira parte
A parte da infância de Wolverine foi
curta, mas bem satisfatória. O ponto principal ali foi a mudança, para que Cão
fosse na verdade, Dentes de Sabre. O Cão não é um grande personagem nas hqs,
além de nunca ter tido um enredo minimamente decente ao longo de sua
trajetória. Ao contrário de Dentes de Sabre, o maior inimigo de Wolverine,
agora com um drama a mais.
A abertura do filme com as guerras
realmente é uma sequência sensacional, mostrando a evolução dos dois irmãos ao
longo do tempo. Ótima trilha sonora também.
Apesar de nos quadrinhos Logan ter sido
sequestrado, infelizmente isso não seria possível no universo cinematográfico.
Em X-Men 2, de 2003, Stryker diz a Wolverine que ele foi “voluntário para a
experiência”, enquanto era interrogado do lado de fora de sua base, no Lago
Alkali. Então para manter uma coerência com o universo cinematográfico, o filme
da origem teve de ser assim. O plano foi bem feito, apesar de nada muito
brilhante, foi o suficiente para justificar o porquê do processo.
- Dentes de Sabre
O melhor do personagem no cinema. Tyler
Mane, em X-Men (2000) fez o que pôde, mas Liev Schreiber simplesmente nasceu
para o papel. Estilo de luta, a forma de falar ameaçadora e até mesmo a parte
visual ficaram excepcionais, sendo um dos poucos pontos que salvaram dentro do
filme.
O que deu errado:
- Uma mudança radical de proposta
O início do filme é focado numa espécie de
relação de família destruída que Logan teve com seu irmão Victor. A coisa vinha
sendo bem pessoal durante a primeira metade do filme. Porém, depois de receber
o adamantium, a coisa desanda bruscamente. Apelação para o humor em partes
desnecessárias, e a tentativa de fazer quase que um “X-Men” com os personagens
do filme. No que isso deu? Num verdadeiro show de horrores que foi o ato final
do filme.
- A hq Arma X vs X-Men Origens Wolverine
Qual é a grande graça de Arma X? Vermos
que o processo de injetar adamantium nos ossos de Wolverine levou tempo, que
ele foi submetido a simulações, até que escapou. Vemos cada detalhe do processo
até sua conclusão. No filme? Digamos que se tivemos 5 minutos de Arma X foi
muito.
Posso tentar entender um pouco o lado da
Fox. Ora, fazer um filme focado apenas na parte cirúrgica da coisa pode ser
chato para a audiência, que, por parte do público médio, quer ver o Wolverine
ser herói e fazer o que ele fazia nos filmes dos X-Men. Contudo, se você tenta
partir para uma proposta de fazer um filme “Origem”, deve também se ter a noção
de que alguns sacrifícios precisam ser feitos, e isso prejudicou demais o
andamento do filme, que teve que inventar uma história heroica e não focar no
que deveria ter focado.
- MUITOS personagens: Qual o propósito?
O filme se chama X-Men Origens: Wolverine.
Seu objetivo: Contar a origem de Wolverine. Então me explique: Por que
personagens como Ciclope, Emma Frost, Professor Xavier, Blob, Gambit, Deadpool
(e outros) estão fazendo no filme? E para piorar a situação, foram personagens
pessimamente caracterizados, como veremos a seguir:
* Ciclope e Emma Frost
Para começar, nenhum dos dois deveria
estar no filme. Claramente X-Men Origens tentou dar uma certa “grife” para o
filme com personagens famosos. Bola fora. Ciclope tem seus poderes
representados errados, já que seus raios óticos queimam as coisas. E Emma
Frost, bom, não é do Clube do Inferno, não é telepata e ainda é irmã de Kayla.
Ai ai...
* Gambit
Poderes mal representados, sem sotaque,
péssimo visual e claramente, estando no filme por uma demanda de fãs. Se teve
um personagem que caiu de paraquedas e não sabia o que estava fazendo lá, esse
foi Gambit.
* Deadpool
Deadpool é uma das grandes falhas de X-Men
Origens Wolverine, e motivo para muitos odiarem a Fox até hoje. O personagem
foi cercado de hype, teve uma cena como Deadpool, pra depois se tonar “Deadpool”,
um verdadeiro apanhado de todos os poderes mutantes que Stryker conseguiu
juntar. Careca, com marcas no corpo, boca tapada e lembrando muito o Baraka de
Mortal Kombat, Deadpool foi uma decepção.
Curiosidades
- O filme acabou vazando mais cedo na
internet, em uma versão com os efeitos especiais sem estarem finalizados. A
ironia é que a versão final do filme também tinha efeitos “duvidosos”.
- Gavin Hood quase abandonou o filme, após
descobrir que grande parte de seu trabalho seria regravada a mando de
executivos da Fox, demonstrando que a produção do filme foi bastante
conturbada.
Wolverine Imortal
Wolverine Imortal foi lançado em 2013, se
passando após o filme X-Men 3. Foi dirigido por James Mangold e produzido pela
Fox. A ideia aqui era adaptar a famosa hq de Wolverine que se passa no Japão.
As coisas melhoram muito em relação ao filme anterior, mas ainda com algumas
falhas que veremos a seguir.
Hqs que serviram de inspiração
- Eu, Wolverine
Essa é A hq de Wolverine. Chris Claremont
e Frank Miller repaginaram o personagem por completo, o tornando mais
tridimensional, e estabelecendo um laço entre Logan e o mundo oriental, bem
oposto à sua personalidade. É uma minissérie em 4 edições, tendo sido a
primeira revista solo do personagem, lançada em 1982.
O enredo é bem simples. Wolverine manda
cartas constantes a Mariko e percebe que todas vem sendo devolvidas. Então,
resolve ir até o Japão ver o que está acontecendo, acabando se envolvendo em um
problema ainda maior com o clã Yashida e seu líder, o Pai de Mariko, Shingen.
Bom, como podemos definir o que é esta hq
para Wolverine? Ela é a estória mais importante para o personagem durante sua
trajetória. Chris Claremont desenvolveu dentro da minissérie os princípios mais
básicos do personagem que permaneceram por longos e longos anos. O trabalho foi
tão bem feito, que o roteirista passou inclusive a ter mais interesse no
personagem (onde mais tarde, iniciaria sua série mensal, em 1988). Dentro da
hq, o trabalho foi para mostrar que Logan, embora tivesse aquela aparência,
além de seu comportamento solitário e temperamental, tinha um coração de ouro e
um forte senso de honra. É uma ótima sensação ler a hq e ver, que mesmo com seu
fator de cura debilitado, Wolverine não se torna necessariamente pior, mantendo
sua honra e coragem durante os combates. É indispensável para quem quer
conhecer o personagem.
Vale lembrar que essa história continua em
mais dois números na revista dos X-Men, onde temos o evento do casamento de
Logan e Mariko, mas que acaba não se concretizando. Outros vilões surgem na
história, como o Samurai de Prata e a Víbora. Ambos que estarão presentes no
filme.
- Logan
É uma minissérie de três partes, roteirizada
por Brian K. Vaughan, com arte de Eduardo Risso. Wolverine volta ao Japão para
resolver um problema antigo. Enquanto ele está no presente, vai tendo
lembranças do período que foi prisioneiro e sofreu com a explosão de uma bomba
em território japonês. Essa hq é forte inspiração para o início do filme
Enredo
Durante o começo do filme, o diretor já
logo se preocupou em fazer a ligação de Wolveirne com o Japão. Logan era
prisioneiro de guerra, e ajudou a salvar o jovem Yashida de uma explosão de
bomba atômica. O jovem quis presentear Wolverine com sua katana, mas Logan
recusa.
Logo, voltamos ao tempo presente. Logan
está recluso no Canadá, em virtude de ter assassinado Jean Grey (acontecimento
de X-Men O Confronto Final). Nesse início e durante o filme, Logan é
atormentado com diversas visões dela morrendo, ou tentando o convencer de não
lutar mais. Depois de ver que caçadores torturaram um urso próximo ao local
onde estava morando, Logan vai acertar contas com os caçadores no bar e é
abordado por Yukio. A mando dos Yashida, ela quer que Logan vá até o Japão,
pois o mestre dela (sim, aquele mesmo que Wolverine salvou na guerra) quer
vê-lo.
Depois de muita discussão, Wolverine vai
ao Japão. Yashida o encontra, já praticamente no fim de sua vida, mas oferece
uma proposta: Logan cederia seu fator de cura a Yashida, poderia morrer e viver
em paz, enquanto Yashida conseguiria viver para sempre. Logan recusa, dizendo
que Yashida jamais deveria desejar isso. Enquanto estava dormindo, uma mulher
misteriosa coloca um nano robô dentro de Logan, que tornaria seu poder de cura
limitado.
Yashida morre. No funeral, eles são
atacados pela Yakuza. Logan foge com Mariko até uma casa, na mesma cidade que
Wolverine resistiu a bomba nuclear e salvou Yashida. Enquanto isso, descobrimos
que os ataques são responsabilidade de Víbora e Harada, dois funcionários da
empresa de Yashida.
Mariko e Logan acabam se apaixonando
durante sua estadia na casa. Mariko depois é sequestrada. Ainda debilitado de
sua cura, Logan não consegue resgatá-la. Yukio chega ao local e ajuda Logan na
busca por Mariko. Ao chegar no centro dos Yashida, Logan descobre que tem um
robô dentro de si e irá fazer uma auto cirurgia para tirá-lo. Enquanto isso,
Shingen, pai de Mariko, é traído por Víbora que o deixa fora dos planos do
sequestro de sua filha. Shingen parte para confrontar Yukio. Quando Wolverine
acorda, ele reage e mata Shingen, indo até a localidade onde Mariko estava.
Wolverine luta mas é derrotado pelos
ninjas. Víbora o ameaça e também a vida de Mariko. Logan escapa e precisa lutar
contra uma armadura de Samurai feita de adamantium, basicamente uma referência
ao Samurai de Prata. Logan perde parte de suas garras de adamantium, que são
cortadas graças a espada de adamantium do robô samurai, que além de
indestrutíveis, também continham calor. A surpresa vem: Yashida era o
controlador do robô, e armou o plano para obter forçadamente o fator de cura de
Wolverine. Yukio derrota a Víbora e Logan e Mariko derrotam Yashida.
Logan então volta para onde estava
morando. Na cena pós créditos, ainda no aeroporto, é confrontado por Magneto e
por Professor Xavier, que avisam que um perigo aos mutantes vem se
apresentando. Era a ponta para Dias de um Futuro Esquecido.
O que deu certo:
- O elenco de atores como um todo
Repleto de desconhecidos, mas que fizeram
um bom trabalho. Mariko chega até a ter mais personalidade que sua contraparte
das hqs; Uma Yukio condizente com o material base, assim como outros brilhos
como Jean Grey, que faz pequenas aparições perturbando a mente de Wolverine e
Shingen, o vilão mais qualificado da trama.
- Hugh Jackman e seu melhor trabalho como
o personagem
Falei dos atores, mas este merece
destaque. Aqui, definitivamente, Hugh Jackman É Wolverine. Um trabalho
impecável nos diálogos, cenas de ação, relacionamento com os personagens e
passando toda a frustração que é a vida do personagem. Melhor impossível.
- As cenas de ação
Fisicalidade e poucos efeitos especiais.
Se dá pra definir as cenas de ação deste filme, seria nesta frase. Vai ser
difícil ver outros filmes de heróis trabalharem cenas de lutas mais humanas e
não comparar com Wolverine Imortal. Um ótimo trabalho por parte dos atores,
diretores e dublês.
- A Adaptação do enredo original
Muitas reclamações (muitas vezes mais
implicantes do que certas) oriundas da Fox é o que ela faz com os enredos
originais das hqs. Em Wolverine Imortal era praticamente impossível manter o
enredo idêntico a hq, principalmente em virtude de Wolverine não conhecer
Mariko previamente nos cinemas, além do fato que o Logan do cinema era bem mais
forte em termos de resistência se comparado ao Wolverine dos anos 80, o que
atrapalharia se Shingen, um humano que luta bem com espadas fosse o único
inimigo. James Mangold contornou bem esses aspectos e fez um enredo diferente
sim, mas que manteve o principal: a essência da hq. Wolverine está lá lidando
com um mundo antagônico a sua personalidade, e vivemos, acima de qualquer outra
coisa, a jornada do personagem. Pontos para a Fox.
O que deu errado:
- Os vilões
Víbora estava totalmente fora de tom com o
filme. Por não poderem usar a Víbora das hqs, por ser propriedade da Marvel
Studios, fizeram uma mutante cobra que... não combinou em nada com o tom do
filme.
O personagem Harada deveria ser o Samurai
de Prata, mas foi um arqueiro, supostamente protetor de Mariko. Ficou muito
subutilizado na trama, praticamente sem ele, o filme seria o mesmo.
Yashida acabou tendo de ser o Samurai e o
grande mestre dos planos para que fizesse sentido dentro do enredo, mas ainda
assim, muito caricato para um filme humanizado e sério.
- O fim do filme e Origens de novo
Um filme focado no personagem, no fim,
acaba apelando para ser mais parecido com as outros filmes de super-herói, e
ainda entrando em contradição com todas as entrevistas que Mangold deu,
alegando que seu filme era diferente. Sim ele é, em 80% do tempo. Mas o ato
final, mais especificamente, a partir da batalha com os ninjas, é muito abaixo
da qualidade do resto do filme, o que é uma pena.
- Complicando coisas simples
Esse erro é o menos relevante, mas ainda
assim, é bom constatarmos. Samurai de Prata é o mutante japonês. Os demais,
eram humanos. Por que no filme a Yukio tem de ser mutante? E além disso, qual a
razão para não termos quem sabe, uma disputa de poder dentro da Yashida, com o
Samurai de Prata tentando ascender ao poder sequestrando Mariko e tendo um
embate com Logan? Seria mais simples, mas funcionaria melhor do que as enormes
voltas que James Mangold deu no filme.
Logan
Ainda para estrear, previsto para o dia 3
de março, Logan será provavelmente o último filme solo de Wolverine e de Hugh
Jackman. O longa também será dirigido por James Mangold e contou com o trailer
mais visto da história dos filmes mutantes. Também, não é pra menos, como vocês
podem ver abaixo.
Prévia do filme
- A hq O Velho Logan
De autoria de Mark Millar e Steve Mcniven,
estamos em um futuro alternativo onde os vilões venceram os heróis. No caso de
Wolverine, uma tragédia ocorre em relação a sua equipe, os X-Men, que o faz
desistir da vida de herói. Num estado deplorável onde se vê obrigado a pagar
uma enorme dívida que tem com a Gangue dos Hulks, Logan é encontrado por Gavião
Arqueiro, onde parte para uma viagem que mudará sua vida pra sempre.
- O que com certeza será diferente?
Praticamente toda a história conta com os
Vingadores, propriedade da Marvel Studios. Então diversas mudanças no elenco de
personagens acontecerão. Temos até agora confirmados no filme, além do protagonista,
Professor Xavier, Caliban, X-23, Donald Pierce e os Carniceiros além do doutor
Zander Rice, responsável pela clonagem do dna de Wolverine em X-23.
O enredo tende a ser uma viagem, assim
como na hq, pegando também a ideia de um Wolverine que quer fugir da luta, mas
a luta não foge dele. A ambientação também tem muita semelhança com a hq, sendo
majoritariamente, em desertos.
- O que esperar em termos de tom?
Logan será o primeiro filme de Wolverine
para maiores de 18 anos, com certeza uma resposta a recepção absurdamente
positiva de Deadpool, que foi a maior bilheteria da história da Fox e da
história dos filmes para maiores de 18 anos. Poderemos ver Wolverine cortando
tudo sem dó, mas vale lembrar: isso não é o CRUCIAL para o filme ser bom, longe
disso.
James Mangold já disse em diversas
entrevistas que o filme será focado no desenvolvimento dos personagens, e sem
exageros. Podemos dar um voto de confiança, apesar de ele ter deixado de
cumprir isso por uma pequena porção no filme anterior, onde prometeu a mesma
coisa.